quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Os Discos de Dropas


Os Discos de Dropas

   

Sei que pelo título, e a imagem que precede este texto, parece mais uma propaganda de discos de um cantor do movimento hippie, mas não é! Este post vai falar sobre uma curiosidade muito intrigante a respeito da possível origem de povo oriental, mais precisamente Tibetano, embora possa estar relacionado também a Chineses e Mongóis. Para os interessados sobre a civilização chinesa e seus mistérios recomendo também esta postagem no blog: A Eterna Busca. E sobre outras origens recomendo esta outra postagem, do mesmo blog.

 Bom então vamos lá!

As Montanhas Bayan Kara Ula, são uma das áreas mais isoladas da Terra. A cidade mais próxima é Lhasa, no Tibete, a uma distância de 640 km ao sul, por um terreno inacessível. Atualmente está habitada por tribos de gente muito distinta dos povos ao redor. Autodenominados Dropas (ou Dzopa) e os Han, não se encaixam em nenhuma categoria racial estabelecida pelos antropólogos.
Esqueleto de um dos “alienígenas” Dropa 
encontrado nas cavernas de Byan-Kara-Ula.


Em primeiro lugar, são de pequena estatura. A altura média de um adulto é de um metro e vinte e cinco centímetros. São amarelos, suas cabeças são desproporcionalmente grandes, quase calvos e seus olhos são grandes e azulados, porém não de aspecto oriental. Seus traços são praticamente caucasianos, e seus corpos são sumamente delgados e delicados. O peso médio de um adulto é de aproximadamente 50 kg.

Em 1938, Chi Pu Tei, professor de arqueologia da Universidade de Beijin, conduzia alguns de seus estudantes em uma expedição a uma série de grutas que se entrelaçam nas montanhas de Bayan Kara Ula, entre as fronteiras de China e Tibet. Conforme entravam, deram-se conta de mais cavernas; era um sistema completo de túneis artificiais e despensas. As paredes eram quadradas e cristalizadas, como se o corte na montanha tivesse sido realizado com uma fonte de calor extremo. Dentro das grutas acharam sepulturas, com estranhos esqueletos. Estes esqueletos eram pequenos e delgados, e com crânios muito desenvolvidos.

A princípio se pensou, que as grutas havia sido um lar de uma espécie desconhecida de primata. Porém essa idéia se descartou ao encontra os esqueletos enterrados. O mesmo professor Chi Pu Tei disse: "Quem conhece algum Primata que enterra outro?”. Outros descobrimentos realizados nas grutas excluíram definitivamente a idéia de que estes eram de monos. Sobre as paredes havia pictogramas talhados do céu: o Sol, a Lua, as estrelas e a Terra com linhas de pontos que os conectavam. Porém faltava ainda o descobrimento mais fantástico de todos. Semi-enterrado, devido à sujeira da gruta, havia um disco de pedra, obviamente feito por uma mão de uma criatura inteligente. O disco teria 22,7 centímetros de diâmetro e dois centímetros de grossura, também tinha um buraco no centro, perfeitamente circular de dois centímetros de diâmetro. Dali surgia um sulco fino em espiral; havia caracteres escritos exteriormente. Este disco é datado entre 10.000 e 12.000 anos de antiguidade (muito mais antigo que as datações das grandes pirâmides do Egito). Entretanto não foi o único, no total haviam sido encontrados 716 pratos. E cada um com caracteres diferentes.

Os discos haviam sido etiquetados, junto com os restos dos achados da expedição, e guardados na Universidade de Beijin (Pequim), desde o dia de seu descobrimento. No decorrer de vinte e quatro anos, outras pessoas haviam tentado decifrar as estranhas inscrições nos discos, porém sem êxito algum.

Foi o professor Tyson um dos que, em 1962 se interessou pela editoria dos discos, e se propôs a decifrar o significado destes. Ele e seus colegas descobriram que os sulcos espirais não eram simples desenhos, mas também, uma escritura incrivelmente antiga, gravada de algum modo desconhecido e de um tamanho quase microscópico. Se isto for certo, seria a escritura mais antiga do mundo, já que, como exposto anteriormente, os discos tem uma antiguidade de 8.000 a 12.000. Para começar, o professor, com ajuda de uma lupa, foi transcrevendo, minuciosamente os caracteres do disco para um papel.

W. Saitsew, cientista russo em 1968 conduziu pesquisas nas pedras que revelaram certas peculiares. Foi ele quem descobriu a alta concentração de cobalto, e outros materiais. Estranhou que com a dureza do material conseguiram fazer inscrições sobre a pedra. Outro fato interessante foi ao verificar com osciloscópio, ficou num ritmo oscilante. A conclusão é que essas pedras são condutoras de eletricidade.

Particularmente, acredito que são fatos por demais destoantes, no que cerne a ordem cronológica do desenvolvimento da tecnologia, na civilização oriental. É um caso onde as evidências falam por si próprias, e acabam até mesmo por impedir outra interpretação (ou fuga de entendimento, frente a revelações tão bizarras).

É importante salientar que estes fatos ocorreram durante a revolução socialista na China e dada a grande tensão social e a intensa intervenção do Estado, vários dados coletados e discos desapareceram e nunca mais foram encontrados. É realmente triste perder as provas de tal revelação, ou será que oportunamente elas foram confiscadas, para manter o status quo da sociedade e permitir um estudo mais aprofundado do governo Chinês sobre tais evidências, em sigilo? Bom, a história nos mostra que nem sempre nos é revelado o que é real, e o que tornamos por real nem sempre o é. Assim, deixo livre a própria interpretação de cada um sobre o ocorrido, lembrando sempre de manter expandida nossa compreensão e interpretação sobre o universo que nos rodeia, a fim de evoluirmos juntos e podermos compreender um pouco melhor nossas origens e qual nossa função no cosmos. Cosmos e universo este que possivelmente ajudaremos a criar e construir em breve, tal como nos ajudaram a crescer e construir quando estávamos no princípio da criação de nossas sociedades.

Durante este processo, perguntas assaltaram o professor tais como: "Como pode um povo primitivo fazer uns discos tão exatos?"; "Como elaboraram uma escritura quase microscópica?” e "Quem eram e para quê fim produziram essas centenas de discos?". Uma vez que os caracteres dos discos foram copiados, o professor Tsum Um Nui e seus colegas começaram a árdua tarefa de tentar decifrar seu conteúdo. Finalmente, intercambiando desenho com palavras e frases, chegou a decifrar parte do código ou escritura. Feito isto, se dedicou a ordenar os discos, da forma mais coerente que pôde, e assim, fazer uma transcrição parcial. A história contada nos discos era simplesmente assombrosa.

Conforme ia estudando os discos de pedra, o professor anotava também certas perguntas como: "como pode um povo primitivo fabricar discos tão exatos na medida?", "como a escrita quase microscópica pode ser feitas na pedra?", "Por que foram feitos?", "Para que fizeram tantos discos?" e "Quem eram os seres que fizeram as pedras?" Depois de tudo copiado para papel, a equipe do professor Tsum Um Nui juntou tudo numa espécie de livro para depois tentarem traduzir o significado da estranha escrita. Foi uma tarefa muito difícil, uma vez que os símbolos não se parecem com nenhuma forma de escrita conhecida. E muitos das inscrições estavam apagados pela erosão, o que tornava mais difícil. E precisava colocar em ordem as pedras para poder ter certo sentido. Foi um processo demorado e nada fácil. Por fim, com muita dificuldade, fazendo suposições e imaginando significados, transformando alguns desenhos em palavras inteiras, ou mesmo frases completas, uma parte acabou formando uma suposta tradução plausível e lógica.  
Assim uma parte pode ser decifrada. Toda a tradução reunida pela equipe foi então traduzida para a escrita chinesa. Mas apenas uma pequena parte foi traduzida, a maior parte continua sem significado, na verdade ficou incoerente. A parte que pode ser traduzida é tão assombrosa que assusta pelo conteúdo. Tão assustadora que depois de traduzida foi recusada pela Universidade que se recusava a aceitar seu conteúdo. A Universidade de Pequim analisou suas pesquisas mas estimaram que os critérios de interpretação careciam de argumentação cientifica. Frustrado pela recusa de publicação, Tsum Ui Nui se exilou no Japão até sua morte, pouco depois.

Em 1965, inesperadamente, um artigo escrito pelo filólogo russo Vyacheslav Saizev, apareceu na revista alemã Das Vegetarische Universum, e na revista anglo russa, Sputnik, contando a história dos discos, sua composição, e um extrato sobre o que havia sido decifrado pelo professor Tsum Um Nui.

Segundo a publicação, os discos e as escritas somente poderiam ser feitos por meio mecânico e jamais poderiam sido feitos a mão devido a sua grande precisão. E isso há10.000 a 12.000 anos atrás. O maior disco tinha 3 metros de diâmetro e o mais leve tinha400 gramas. Após essas publicações, os cientistas chineses mostraram fotos dos discos Dropa que haviam sido feitos eram similares aos discos Bi, que foram encontrados aos milhares em várias regiões da China, principalmente na região sudeste. O governo sempre evitou a divulgação da descoberta de descobertas deste tipo, por isso pouco se ouvia falar sobre isso. Hoje em dia, ao se visitar a China, pode se ver e fotografar as pedras Dropa e pedras Bi em Museus. A diferença é que os discos Bi são pequenos, feitos de jade ou nefrita, com um pequeno orifício redondo ou quadrado no centro, e não têm hierógrafos como os discos Dropa. A maioria dos discos Bi é do período Neolítico (século XXX a.C.) e foram encontrados antes do período da dinastia Shang. Já os discos Bi datado depois da dinastia Shang tinham inscrições de dragões, peixes e serpentes e usados em cerimônias rituais. Já os discos Bi encontrados no período Neolítico estavam em tumbas, enterrados debaixo das cabeças ou pés dos defuntos. Nenhum disco Bi tem caracteres, nem sulcos em espiral como os discos Dropa.

Já os discos Dropa têm propriedades exclusivas com alta concentração de cobalto e outros materiais que conferem às pedras uma dureza maior do que normal. Mais uma peculiaridade que os torna tão especiais. Os discos Dropa são mais resistentes do que granito, indicam uma tecnologia avançada em um tempo tão remoto. Isso reforça ainda a teoria de que para gravar as pedras era necessário maquinário e tecnologia que não existia há 12.000 anos. Mais uma vez a única explicação seria equipamentos que teria sido trazida na espaçonave dos Dropa. E mais ainda pelo reduzido tamanho em que foram escritos. A parte ordenada e decodificada conta a história de uma máquina de viagem intergaláctica (nave espacial) que foi obrigada a pousar neste planeta, justamente nas montanhas de Baian Kara Ula. Os tripulantes interplanetários eram os Dropa (Na língua chinesa, no dialeto Mandarim se pronuncia Djo-Pah). Provenientes de um universo distante e também tendo seu transporte sido danificado, tiveram que fazer uma aterrissagem forçada. O local da aterrissagem foi exatamente perto das montanhas, e com a nave estragada, não podiam mais voltar. Sua máquina voadora estava por demais danificada e não podia mais levantar vôo e não encontraram aqui material para concerto. Teriam de ficar no planeta e tentar sobreviver. Parecia que não podiam se comunicar com o planeta de origem.

Assim os Dropa resolveram se refugiar nas montanhas. Havia machos, fêmeas e crianças. E viveram nas grutas e fizeram as galerias das cavernas, onde fizeram as inscrições na parede e fizeram os discos de pedra contando o ocorrido. Suas intenções eram pacíficas. Tentaram contato com os habitantes do planeta, mas não foram compreendidos. Os humanos que os viram os confundiram com demônios inimigos e armados de lanças os caçaram e mataram a maioria deles.  Pois a aparência dos Dropa era feia e repugnante. E causava temor aos humanos. Pois nunca haviam visto seres com aquela aparência e não compreendiam sua linguagem. Os confundiam com demônios das antigas crenças religiosas. Os humanos que os Dropa tentaram contatar eram os nativos da tribo Han, que também habitavam em cavernas. Mas em cavernas das montanhas vizinhas. Os Ham os consideravam inimigos que estariam tentando invadir o seu território. Depois de varias tentativas, finalmente os Han compreenderam através de desenhos feitos pelos Dropa e enviados para eles sem que vissem. Por fim, após diversas tentativas de comunicação, os Han conseguiram entender as finalidades pacíficas dos Dropa. Foram admitidos pelos Han e convidados ao seu território. Assim os Dropa sobreviventes puderam viver juntamente com os Han até que todos morreram e foram enterrados nas cavernas onde viveram. Seja qual for à verdade por trás das pedras Dropa, os estudiosos e pesquisadores continuam fascinados com sua existência. A alta concentração de cobalto e a alta dureza delas aumentam o mistério acerca destes objetos. Arqueólogos e Antropólogos continuam tentando saber mais do seu significado. A sua origem continua desconhecida.

As maiorias dos especialistas não aceitam a tradução feita por Tsum Um Nui, acreditando que ele foi influenciado por um dos diversos mitos que é sempre contado na China, onde contam que os antigos povos vieram de outras estrelas. Alguns mitos simplesmente contam que navios vindos das estrelas trazendo estranhos seres de barba branca e longa (é bom lembrar que os chineses não têm barba, no máximo tem barbicha e bigode), carecas e de olhos grandes vieram a terra e ensinaram a escrita, o cultivo do bicho da seda, as técnicas de cultivo, a utilização do fogo, uso de ervas curativas e criação de animais.  Depois voltaram para seus navios e voltaram para as estrelas de onde tinham vindo. Tsum Um Nui é a tradução para o chinês de um  nome em japonês. Outros continuam afirmando que as pedras dropas são a prova que os extraterrestres possam ter influenciado o progresso da civilização terráquea. Outros que a Terra era habitada por seres extraterrestres e sua cultura influenciou os humanos. E que as pedras Dropa seriam a primeira evidencia da sua presença no planeta.

Os chineses dizem que sua civilização foi fundada por Fu Xi ou Fu-Hsi (Taihao, Grande Luminoso e Paoxi), há cinco mil anos. Assim como em outras civilizações sua irmã, também era sua esposa, e tinha o nome Nu Wa ou Nu Kua. A ela é atribuída à criação da humanidade. É atribuído a Fu Xi a invenção da escrita, da caça e pescaria, do sistema de trigramas e hexagramas do Livro das Mutações (I-Ching). A disposição específica dos hexagramas, chamado de Disposição de Fu xi, é idêntica ao sistema de números binários (zeros e uns), introduzida na Europa e que é atualmente utilizado como a base de matemática moderna.
Fu Xi e Nu Kua

            Fu xi, senhor dos céus, civilizador e sábio, dono de um grande conhecimento. Nu Kua, mãe da China e criadora da humanidade. Apesar destes grandes atributos, sua aparência não agradaria a maioria das pessoas: ambos tinham corpo de serpente, cabeça de homem (isso mesmo) e virtude de sabedoria. Em representações mais recentes, Nu Kua aparece com cabeça de mulher. Huangdi, imperador amarelo, considerado o primeiro soberano da China, veio do céu em um dragão. Ele tinha o poder da luz (sabedoria), e podia voar em seu dragão no momento em que bem entendesse, assim como o leitor tem seu carro na garagem. Seu dragão voava pelo céu em impressionante velocidade, e no fim, em sua grande despedida, o grande dragão amarelo o levou embora para céu, do qual nunca mais voltou.

 Bom, sobre a origem do ser humanos, ou de determinados povos, há diversas teorias, mas qual será a verdade? Algum dia chegaremos conhecer a nossa real origem?

Só o tempo nos dirá...

Abraço a todos,                 
                                    Raphael Convoitise



Fonte: http://aborigine42.blogspot.com/search/label/China 
          http://carolinecabus.vilabol.uol.com.br/translations/26032007dropas.htm
          http://www.dominiosfantasticos.xpg.com.br/id333.htm

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Hathor - Deusa do Amor e do Júbilo

Hathor – Deusa do Amor e do Júbilo



Hathor era uma das Deusas mais veneradas do Egito Antigo, tanto pela realeza quanto por cidadãos comuns, em cujas sepulturas ela é descrita como a “Senhora do Ocidente”.

Era a Deusa das mulheres, das mães (costumava-se inclusive invocá-la durante os partos), dos céus, do amor, da dança, do vinho e da necrópole de Tebas, pois era ela quem acolhia os corpos e velava pelos túmulos e pelas almas.

O culto a Hathor é um dos mais antigos do Egito, antecede ao período histórico, e as raízes da veneração à Deusa são, portanto, difíceis de serem apontados, mas a origem mais aceitável vem da teoria de que o culto se desenvolveu na pré dinastia, quando veneravam a fertilidade e a natureza em geral, cujo principal símbolo eram vacas. Hathor costuma ser representada como uma vaca divina, com chifres sobre sua cabeça, entre os quais está um disco solar com um Uraeus (a naja que vemos comumente a adornar a cabeça dos faraós e templos egípcios, era o símbolo da proteção, invencibilidade e imortalidade).

Hathor pode ter sido a mesma Deusa-vaca que é representada desde os tempos mais arcaicos, como na paleta de Narmer (um dos mais antigos registros hieroglíficos conhecidos até hoje) e sobre uma urna de pedra que data da primeira dinastia egípcia, e que sugere seu papel como Deusa Celestial e uma possível relação com o Deus Hórus, Deus do Sol, que faria sua “morada” nela, daí o nome Hathor que em egípcio antigo quer dizer “Casa de Hórus”.

Os antigos egípcios viam a realidade como consistindo de camadas múltiplas, nas quais as divindades se misturavam de diversas formas e por diversos motivos, mantendo atributos e mitos distintos e divergentes, mas que não eram entendidos como contraditórios e sim com complementares. Por isso encontraremos definições de Hathor como sendo Mãe, Filha ou Esposa de Rá, como Ísis e por vezes é descrita como mãe de Hórus, e associada à Bast.

Hathor tinha uma relação complexa com Rá; em um mito a vemos como sendo seu olho, e representada como sua filha, porém quando Rá assume o papel de Hórus em relação à monarquia ela passa a ser considerada sua mãe, absorvendo o papel de outra Deusa-vaca, Mehet-uret, ‘Grande Enchente’, que tinha sido mãe de Rá em um mito de criação e o carregado entre seus chifres. Nesta nova representação como mãe de Rá, dava a luz a ele toda manhã no oriente e, como sua esposa, o concebia através da união noturna.

 Quando Hórus passou a ser identificado com Rá, no panteão egípcio, sob o nome de Ra-Horakhty, a posição de Hathor passou a ficar pouco clara, já que em certas versões posteriores do mito ela seria a esposa de Rá, porém nas versões mais arcaicas ela era a mãe de Hórus. Diversas tentativas de resolver este problema deram a Ra-Horakhty uma nova esposa, Ausaas, para contornar o problema de quem seria a esposa de Ra-Horakhty, e Hathor passou a ser identificada apenas como a mãe do novo deus-sol. Isto deixou, no entanto, em aberto uma questão sobre como Hathor poderia ser a sua mãe, já que isto implicaria que Ra-Horakhty seria um filho de Hathor, e não o seu criador. Estas inconsistências foram desenvolvidas à medida que o panteão egípcio foi sendo alterado, ao longo de milhares de anos, e se tornou 
extremamente complexo; algumas nunca chegaram a ser resolvidas. Em certas regiões onde o culto a Thoth adquiriu força, este passou a ser identificado como o criador, o que o transformou em pai de Ra-Horakhty; nesta versão Hathor, como mãe de Ra-Horakhty, passou a ser descrita como esposa de Thoth. Nesta versão daquela que é conhecida como a cosmogonia Ogdóade, Ra-Herakhty era representado como uma criança jovem, frequentemente chamada de Neferhor. Quando era considerada a esposa de Toth, Hathor costumava ser representada como uma mulher amamentando seu bebê. Como Seshat havia sido considerada anteriormente a esposa de Toth, Hathor passou a ser descrita com diversas das características de Seshat, como a sua associação com registros e sua atuação como testemunha no julgamento das almas no Duat; estes atributos, juntamente com sua posição como deusa de tudo que era bom, fizeram que com que passasse a ser descrita como (aquela que) expulsa o mal (Nechmetawaj, Nehmet-awai ou Nehmetawy, em egípcio). Nechmetawaj também pode ser traduzido como (aquele que) recupera bens roubados, e assim, nesta forma, tornou-se a divindade dos bens roubados. Além do culto a Toth deste período, também se considerava importante manter a posição de Ra-Herakhty (ou seja, Rá) como auto-criador (através das forças primitivas da Ogdóade). Assim, Hathor não podia ser identificada como mãe de Ra-Herakhty. Seu papel no processo da morte, de receber os mortos recém-chegados com comida e bebida fizeram com que passasse a ser identificada, em determinadas ocasiões, com uma esposa de Nehebkau, guardião da entrada do mundo inferior e aquele que atava o Ka. Ainda assim, nesta forma, ela manteve o nome de Nechmetawaj, já que seu aspecto de divindade que devolvia os bens roubados era tão importante para a sociedade que foi conservado como um de seus papéis. Bolas votivas de faiança costumam ser associados a esta divindade, embora o significado preciso desta relação ainda seja desconhecido.

Hathor possuía ainda uma representação sob forma terrena chamada Hesat, que também vista como esposa de Rá.
Nesta qualidade de versão terrena da deusa-vaca, dizia-se que o leite era a cerveja de Hesat (cujo nome significava "leite"). Como vaca leiteira, Hesat era considerada a ama-de-leite dos outros deuses, aquela que cria todo o alimento. Assim, era retratada como uma vaca branca que portava uma bandeja de comida sobre seus chifres, com leite escorrendo de suas tetas.

Nesta forma terrena também era, dualisticamente, a mãe de Anúbis, o deus dos mortos - já que, como responsável por alimentar, ela traz a vida que Anúbis, como a morte, se apodera. Como a manifestação terrena de Rá era o touro Mnévis; os três, Anúbis como o filho, Mnévis como o pai e Hesat como mãe, foram identificados como uma tríade familiar, e cultuados como tal.

Essencialmente, Hathor havia se tornado uma deusa da alegria, e como tal era amada profundamente pela população em geral, e reverenciada especialmente pelas mulheres, que aspiravam personificar seu papel multifacetado de mãe, esposa e amante. Nesta condição, ela conquistou os títulos de Senhora da Casa do Júbilo e Aquela que Preenche o Santuário com Alegria. O culto a Hathor era tão popular que diversos festivais eram dedicados à sua honra - mais do que qualquer outra divindade egípcia - e mais crianças recebiam o seu nome do que qualquer outra divindade. Até mesmo o sacerdócio de Hathor era incomum, na medida em que tanto homens quanto mulheres podiam se tornar seus sacerdotes. 

Uma das principais festividades se dava em Dendera, onde ergueu-se, no templo ptolomaico, um imponente templo em sua honra, que a deusa deixava, anualmente, para, após uma prolixa viagem através do Nilo (em que o seu temperamento bravio era suavizado por músicas e bebidas) consumar o seu divino casamento com o deus- falcão Hórus, que a aguardava em Edfu (cidade situada a cerca de cento e sessenta quilômetros a montante do Nilo). Esta diligência mítica, que mantinha Háthor afastada da sua morada durante cerca de três semanas, era celebrada pelos egípcios com um festival alegre e faustoso. Procurando reproduzir o trajeto executado pela deusa, a solene procissão seguia então pelo rio, rasgando com uma barca (“A Bela de Amor) onde, detentora de um fastígio inigualável, uma estátua de Háthor se elevava. Concomitantemente, os sacerdotes de Edfu preparam o encontro dos esposos, que ocorrerá no exterior do santuário, mais exatamente numa exígua capela localizada a norte da cidade. Este encontro deveria suceder num momento preciso, ou seja, à oitava hora do dia da lua nova do décimo primeiro mês do ano. Quando por fim Háthor abençoa Edfu com a sua magnífica presença e perfuma aos lábios de seu esposo com o incenso de um beijo, iniciam-se então as festividades, no decorrer das quais a deusa é aclamada, saudada e inebriada com a música docemente tocada em sua honra. Não era, pois Háthor a “Dourada”, a “Dama das Deusas”, “A Senhora” e “A Senhora da embriagues, da música e das danças”?
Seguidamente, os esposos separam-se e ocupam as suas barcas, para que o cortejo possa dirigir-se para o santuário principal, onde os sacerdotes puxam as embarcações para fora de água e instalam-nas no recinto. Uma vez mais acompanhada por seu marido, Háthor saúda então seu pai, o Sol, que ao lado de Hórus velava por Edfu, como referem os inúmeros textos encontrados: “ela vai ao encontro de seu pai Rá, que exulta ao vê-la, pois é o seu olho que está de volta”. Terminado este encontro, tão lendários esponsais são enfim celebrados, prometendo, entre suntuosos festejos, os dois deuses a divinas núpcias de luz. No dia seguinte, dá-se início a uma faustosa festa, que se demora pelos catorze dias do quarto crescente, num período de tempo marcado por um rol quase inefável de ritos, sacrifícios, visitas a santuários, celebrações, solenidades, entre outros eventos. Um grande banquete, no fim do qual se dá a separação de Háthor e Hórus consagra o fim das festividades.

Gente, esta pesquisa sobre a Deusa Hathor me deixou com uma imensa dor de cabeça, demorei um bom tempo para entender este emaranhado de representações e ainda tem coisas que não consegui entender (não é pra menos, né? Afinal, acho que ninguém conseguiria entender toda uma cultura milenar em algumas horas, não é mesmo? ^^). Bom, mas o fato é que ela é uma deusa de Alegria, Maternidade, Amor e é aquela que alimenta todos os seres, por isso sempre foi muito amada pelo povo egípcio.  Quem quiser trabalhar com esta Deusa do verdadeiro Amor e da felicidade e/ou quiser fazer-lhe o pedido para ser feliz a dois, peça que ela te coloque junto daquela pessoa destinada a te fazer feliz, que você também seja o par ideal desta pessoa, que seja uma união abençoada no espírito e no visível, pois é ela também responsável por um conceito egípcio das almas bipartidas ou almas gêmeas. Ela só nos pede para sintonia, incensos. Era comum no Antigo Egito que fossem de açafrão de marsala (a erva do amor verdadeiro). recomendo  também incenso de Lótus e Amor Perfeito, a todos ela responderá com grande satisfação, creio eu.


Representação de Hathor, Museu do Cairo

Parede Interna do Templo de Dandara

Paleta de Narmer

Templode Dandara



Um Grande Abraço,

                                               Raphael Convoitise

domingo, 22 de janeiro de 2012

As Musas Gregas

As Musas Gregas



As musas eram entidades mitológicas a quem era atribuída, na Grécia Antiga, a capacidade de inspirar a criação artística ou científica. Na mitologia grega, eram as nove filhas de Mnemosine e Zeus. O templo das musas era o Museion, termo que deu origem à palavra museu nas diversas línguas indo-europeias como local de cultivo e preservação das artes e ciências.
Cada uma delas possuía um nome com um significado especial e um aspecto da Arte pelo qual eram responsáveis.

Conta o Mito que, após a vitória dos deuses do Olimpo sobre os seis filhos de Urano, conhecidos como titãs, foi solicitado a Zeus que se criassem divindades capazes de cantar a vitória e perpetuar a glória dos Olímpicos. Zeus então partilhou o leito com Mnemósine, a deusa da memória, durante nove noites consecutivas e, um ano depois, Mnemósine deu à luz nove filhas em um lugar próximo ao monte Olimpo. Criou-as ali o caçador Croto, que depois da morte foi transportado, pelo céu, até a constelação de Sagitário. As musas cantavam o presente, o passado e o futuro, acompanhados pela lira de Apolo, para deleite das divindades do panteão. Eram, originalmente, ninfas dos rios e lagos. Seu culto era originário da Trácia ou em Pieria, região a leste do Olimpo, de cujas encostas escarpadas desciam vários córregos produzindo sons que sugeriam uma música natural, levando a crer que a montanha era habitada por deusas amantes da música. Nos primórdios, eram apenas deusas da música, formando um maravilhoso coro feminino. Posteriormente, suas funções e atributos se diversificaram.
Clio, Euterpe e Talia

Suas moradas, normalmente situadas próximas à fontes e riachos, ficavam na Pieria, leste do Olimpo (musas pierias), no monte Helicon, na Beócia (musas beócias) e no monte Parnaso em Delfos (musas délficas). Nesses locais dançavam e cantavam, acompanhadas muitas vezes de Apolo Musagetes (líder das musas - epíteto de Apolo). Eram bastante zelosas de sua honra e puniam os mortais que ousassem presumir igualdade com elas na arte da música.

O coro das musas tornou o seu lugar de nascimento um santuário e um local de danças especiais. Também frequentavam o monte Hélicon, onde duas fontes, Aganipe e Hipocrene, tinham a virtude de conferir inspiração poética a quem bebesse suas águas. Ao lado das fontes, faziam gracioso movimentos de uma dança, com seus pés incansáveis, enquanto exibiam a harmonia de suas vozes cristalinas.

Na mitologia grega, as musas (em grego Μοσαι) eram, segundo os escritores mais antigos, as deusas inspiradoras da música e, segundo as noções posteriores, divindades que presidiam os diferentes tipos de poesia, assim como as artes e as ciências. Originalmente foram consideradas Ninfas inspiradoras das fontes, próximas das quais eram adoradas, e levaram nomes diferentes em distintos lugares, até que a adoração tracio-beócia das nove musas se estendeu desde Beócia ao resto das regiões da Grécia e ao final permaneceria geralmente estabelecida.

Ainda que na mitologia romana terminaram sendo identificadas com as Camenas, Ninfas inspiradoras das fontes, na realidade pouco tinham a ver com elas.
Atena e as Musas

A genealogia das musas não é a mesma em todas as fontes. A noção mais comum é que eram filhas de Zeus, rei dos Olímpicos, e Mnemôsine, deusa da memória, e que nasceram em Pieria na Trácia, ao pé do monte Olimpo, pelo qual às vezes lhes chamavam Olímpicas, mas alguns autores como Alcmán, Mimnermos e Praxila as consideravam mais primordiais, filhas de Urano e Gaia. Pausânias explica que havia duas gerações de musas, sendo as primeiras e mais antigas filhas de Uranos e Gaia e as segundas de Zeus e Mnemôsine. Eram belas e sempre conseguiam o que elas queriam. Outras versões afirmavam que eram filhas: de Apolo e Lonis; Zeus e Plusia; Zeus e Atena; Urano e Gaia; De Píeros e uma ninfa pimpleia ao qual Cicerón chama Antíope (pelo qual às vezes lhes chamam Piérides, Pimpleias ou Pimpleídes); ou ainda de  Zeus e Mnemôsine ou Mnemea de onde são chamadas Mnemonídes. 

Considerava-se Eufeme a ama-de-leite das musas e ao pé do monte Helicón sua estátua aparecia junto à de Linos.

Quanto ao número de Musas, sabe-se que a príncipio não eram nove, como conhecemos atualmente, Pausânias nos diz que originalmente se adoravam a três musas no monte Helicón, na Beócia: Meletea (Meditação), Mnemea (Memória) e Aedea (canto ou voz).

Dizia-se que seu culto e nomes haviam sido introduzidos pela primeira vez pelos Aloádes: Efialtes e Otos. Juntas formavam o retrato completo das pré-condições para a arte poética nas práticas religiosas. Também se reconheciam a três em Sición, onde uma delas levava o nome de Polimatía, e em Delfos, onde seus nomes eram idênticos aos das três cordas da lira, ou seja, Nete, Mese e Hípate, ou Cefisos, Apolonis e Boristenis, que eram os nomes que as caracterizavam como filhas de Apolo.

Como filhas de Zeus e Plusia se acham menções a cinco musas: Meletea (meditação), Menme (recordar), Telxíone (tocar), Aedea (Canto)e Arkhe (glória).

Algumas fontes, na qual por sua vez são consideradas filhas de Píeros, mencionam sete musas chamadas Piérides: Neilos, Tritone, Asopos, Heptapora, Aquelois, Tipoplos e Rhodia, e por último outras mencionam oito, que também se diz que era o número reconhecido em Atenas.

Finalmente, consolidou-se em toda a Grécia o número de nove musas. Homero menciona algumas vezes uma musa e outras vezes várias musas, mas somente uma vez a Odisseia cita que eram nove. No entanto, não menciona nenhum de seus nomes. Hesíodo, na Teogonia, é o primeiro que dá os nomes das nove, que a partir de então passaram a ser reconhecidas. Plutarco afirma que em alguns lugares as nove eram chamadas pelo nome comum de Mneae ("recordações").

São essas as nove ninfas enfim reconhecidas por toda a Grécia:

Calíope, A de Bela Voz
Calíope ( Bela Voz) a primeira entre as irmãs, era a musa da eloqüência. Seus símbolos eram a tabuleta e o buril. É representada sob a aparência de uma jovem de ar majestoso, a fronte cingida de uma coroa de ouro. Está ornada de grinaldas, com uma mão empunha uma trombeta e com a outra, um poema épico. Foi amada por Apolo, com quem teve dois filhos: Himeneu e Iálemo. E também por Eagro, que desposou e de quem teve Orfeu, o célebre cantor da Trácia.


Clio, a que confere Fama

Clio ou Kleio (A Proclamadora, a que confere fama)  era a musa da História, sendo símbolos seus o clarim heróico e a clepsidra. Costumava ser representada sob o aspecto de uma jovem coroada de louros, tendo na mão direita uma trombeta e na esquerda um livro intitulado "Tucídide". Aos seus atributos acrescentam-se ainda o globo terrestre sobre o qual ela descansa, e o tempo que se vê ao seu lado, para mostrar que a história alcança todos os lugares e todas as épocas.


Erato, A Amável

Erato (Amável, a que dá júbilo) era a musa da poesia lírica e tinha por símbolo a flauta, sua invenção. Ela é uma jovem, que aparece coroada de flores, tocando o instrumento de sua invenção. Ao seu lado estão papéis de música, oboés e outros instrumentos. Por estes atributos, os gregos quiseram exprimir o quanto as letras encantam àqueles que as cultivam.Euterpe ( A Doadora de prazeres) responsável pela Música, seu símbolo era a flauta




Melpômene (A Poetisa, a cantora de versos) era a musa da tragédia; usava máscara trágica e folhas de videira. Empunhava a maça de Hércules e era oposto de Tália. O seu aspecto é grave e sério, sempre está ricamente vestida e calçada com coturnos.






Polímnia, A de Muitos Hinos



Polimnia (A de Muitos Hinos) responsável era a musa dos hinos sagrados e da narração de histórias. Costuma ser apresentada em atitude pensativa, com um véu, vestida de branco, em uma atitude de meditação, com o dedo na boca.






Talia, A Festiva


Tália (a festiva, A que faz brotar flores)  era a musa da comédia que vestia uma máscara cômica e portava ramos de hera. É mostrada por vezes portando também um cajado de pastor, coroada de hera, calçada de borzeguins e com uma máscara na mão. Muitas de suas estátuas têm um clarim ou porta-voz, instrumentos que serviam para sustentar a voz dos autores na comédia antiga.




Terpsícore, A Rodopiante


Terpsícore (A rodopiante) era a musa da dança. Também regia o canto coral e portava a cítara ou lira. Apresenta-se coroada de grinaldas, tocando uma lira, ao som da qual dirige a cadência dos seus passos. Alguns autores fazem-na mãe das Sereias.






Urânia, A Celestial


Urânia (A celestial) era a musa da astronomia, tendo por símbolos um globo celeste e um compasso. Representam-na com um vestido azul-celeste, coroada de estrelas e com ambas as mãos segurando um globo que ela parece medir, ou então tendo ao seu lado uma esfera pousada uma tripeça e muitos instrumentos de matemática. Urânia era a entidade a que os astrônomos/astrólogos pediam inspiração.


Euterpe, Aquela que Doa Prazeres






Euterpe ( A Doadora de prazeres) era a musa do verso erótico. É uma jovem ninfa coroada de mirto e rosas. Com a mão direita segura uma lira e com a esquerda um arco. Ao seu lado está um pequeno Amor que beija-lhe os pés.








 Nos poemas homéricos considera-se as musas deusas da música e da poesia que vivem no monte Olimpo. Ali cantam alegres canções nas reuniões dos deuses, e no funeral de Pátroclo cantaram lamentos. Da estreita relação existente na Grécia entre a música, a poesia e a dança pode também inferir-se que uma das ocupações das musas era o baile. Como lhes adoravam no monte Helicón eram naturalmente associadas com Dioniso e a poesia dramática, e por isto eram descritas como suas acompanhantes, companheiras de jogo ou amas-de-leite.

O poder que lhes atribuem com mais freqüência é o de trazer a mente do poeta mortal os sucedidos que há de relatar, assim como outorgar-lhe o dom do canto e dar-lhe elegância ao que recitar. Não há razão para duvidar de que os poetas mais antigos eram sinceros em sua invocação às musas e que realmente se crêem inspirados por elas, mas em épocas posteriores, igualmente na atualidade, tal invocação é uma mera imitação. Ao ser deusas do canto, estão naturalmente relacionadas com Apolo, o deus da lira, que também instruía aos bardos e era mencionado junto a elas incluso por Homero. Em épocas posteriores, Apolo é muito situado em uma estreita relação com elas, pois lhe descrevem como chefe do coro das musas com o nome de Apolos Musagetes (Μουσαγέτης).

Outra característica das Musas é seu poder profético, que lhes pertence em parte porque eram consideradas como ninfas inspiradoras e em parte por sua relação com Apolo, o deus profético de Delfos. Daí que instruíram, por exemplo, a Aristeu na arte da profecia. Como os poetas e os bardos obtinham seu poder das musas, e ainda que a idéia mais geral é de que, como as demais Ninfas, eram divindades virginais, alguns eram com freqüência chamados seus discípulos ou filhos:
Linos, representado em cerâmica


Linos é chamado filho de Anfímaros e Urânia, ou de Apolo e Calíope, ou de Terpsícore.

Jacintos, filho de Píeros e Clíos.

Orfeus, de Calíope ou Clíos.

Tamiris, de Eratos.


Ainda que as musas não tenham ciclo legendário próprio, lhes atribuem alguns mitos menores:

Apolo e Mársias

Mársias era um pastor frígio (em outras versões, um sátiro que desafiou Apolo a um concurso de música. Havia encontrado um aulos (Instrumento de sopro semelhante à flauta) inventado por Atena que esta havia jogado porque lhe fazia inchar suas bochechas. Apolo tocou sua lira e Mársias esta flauta, e ambos o fizeram tão bem que nem as musas puderam decretar um vencedor. Então Apolo desafiou a Mársias a tocar o instrumento ao contrário: ele girou sua lira e tocou, mas o aulos não podia ser tocado ao contrário. Então as musas declararam vencedor a Apolo. Apolo, para castigar a Mársias por sua soberba e audácia ao desafiar a um deus, lhe atou a uma árvore e o esfolou vivo, dando seu sangue origem ao rio Mársias (em outras versões, os sátiros e as dríades lhe choraram tanto que foram suas lágrimas as que geraram o rio).

As Piérides (No canto esquerdo)

As piérides eram sete donzelas filhas do rei Píeros de Pieria, na Trácia, muito hábeis na arte do canto que, orgulhosas de seu talento, desafiaram as musas. As ninfas do Parnasos foram nomeadas como juízas, e como era de esperar falaram a favor das musas. Estas castigaram as piérides transformando-as em urracas, mudando assim suas vozes em grasnidos.

Orfeu e Eurídice

Após ser assassinado pelas mênades, servas de Dioniso, as musas recolheram os destroços do cadáver de Orfeu, filho de Calíope, e os enterraram ao pé do sagrado monte Olimpo, onde diz-se desde então que os rouxinóis cantam com mais doçura que em nenhum outro lugar.

Adicionar legenda

As sereias, filhas de Calíope ou Terpsícore com o rio Aqueloos, igualmente se atreveram a competir com elas, foram privadas das plumas de suas asas, que as próprias musas puseram como adorno.

As musas são entidades dóceis porém vingativas... Melhor tomar cuidado com elas... O.O

 Espero que tenham gostado ^^


Um grande abraço do amigo

                                          Raphael Convoitise




(Fonte: http://eventosmitologiagrega.blogspot.com e Revista Esfinge N° 19, Pág, 12 - 19)

sábado, 21 de janeiro de 2012

Baba Yaga - A Senhora da Morte

BABA YAGA - A Senhora da Morte




Deusa selvagem eslava do nascimento e da morte, que viaja por aí montada num almofariz,tendo um pilão como leme. 
Tinha uma vassoura que era para apagar seus rastros, evitando ser encontrada. 

Seus modos são impetuosos e selvagens, profundos e penetrantes, e podem ser interpretados como trituradores do que era exterior. A casa de Baba Yaga apóia-se em pés de galinha enormes e fica dançando e ajudam a viajar por outras florestas. A origem dessas "pernas de galinha" é de fácil dedução: muitos caçadores siberianos mantinham suas casas erguidas em bases de tronco, assim poderiam evitar a invasão de animais perigosos. Construções similares, mas menores, foram usadas por Siberianos pagãos para segurar figuras de seus deuses. Recordando o falecido matriarcado entre os povos da Sibéria, uma imagem comum de uma boneca de osso esculpido em trapos em uma pequena cabana no topo de um toco de árvore se encaixa uma descrição comum de Baba Yaga, que mal cabe sua cabine: as pernas ficam em um canto, a cabeça em outro, e seu nariz é colocado no teto. 

Há indícios de que os eslavos antigos tinham uma tradição funeral de cremação em cabanas deste tipo. Em 1948, arqueólogos russos Yefimenko e Tretyakov descoberto semelhante pequenas cabanas com traços de cremação de cadáveres e cercas circular ao redor deles;. Isto pode ser uma conexão com o mito Baba Yaga, a senhora da Morte.



 A casa de Baba Yaga era conectada com três cavaleiros distintos: o primeiro, branco, cavalgando um cavalo branco, se chamava Dia; o segundo, vermelho, com um cavalo vermelho, se chamava Sol; e por fim o terceiro, negro, também com sua montaria negra, chamado Noite. Fora eles, a casa possuía servos invisíveis. Algumas lendas dizem que para adentrar a casa era necessária uma frase mágica, que acredita-se ser: “Vire as costas para floresta e tua frente para mim.”

 Seu tempo de morte era o outono, pois era a energia vital presente no grão colhido. Na Rússia, essa deusa foi transformada numa feiticeira que vivia no âmago da floresta e comia crianças.
Era uma bruxa bem velha, com nariz de gancho, muita magra a ponto de seus ossos serem salientes, olhos chamuscados como carvão em brasa e com cabelos de cardo saindo do seu crânio.

Baba Yaga, era considerada uma deusa perigosa, pois muitas vezes aparecia como uma pessoa cruel, mas outras como uma pessoa boa que veio para auxiliar. Assumindo sua forma má, ela tinha o costume de caçar homens de personalidade ruim. Esses eram levados mortos para sua casa e lá eram revividos por ela para serem devorados! Seus ossos eram utilizados como vedação externa para sua casa e seus dentes eram usados na fechadura da porta. No panteão eslavo era tratada como deusa da Morte e tinha como lado masculino a criatura Koshchei, O Sem Morte. Baba Yaga não é portadora de uma lenda única, pois aparece em várias histórias.

Uma delas é a lenda russa que se segue. Espero que gostem:


Baba Yaga e Lubachka



Havia um homem cuja mulher morrera e deixara uma pequena filha chamada Lubachka. O pai de Lubachka amava-a ternamente, mas, como era mercador, ele freqüentemente viajava para longe. Em uma dessas viagens, ele encontrou uma bela mulher e casou-se com ela, esperando que ela se tornasse uma segunda mãe para a menina.

A nova mulher era gentil com a menina quando o pai estava por perto, mas secretamente a odiava, e a maltratava quando ele estava viajando. Finalmente, decidiu livrar-se de Lubachka de uma vez por todas. Ela ordenou que a menina fosse até a floresta para visitar a irmã da madrasta, para pedir emprestada uma agulha especial que usaria para costurar uma camisa para a pequena.

Isso pareceu suspeito a Lubachka, então ela concordou em ir, mas primeiro foi visitar sua tia, irmã de sua mãe morta. Sua tia disse à garota que ela estava indo visitar a Baba Yaga, uma horrível bruxa que comia crianças. Como havia prometido ir, ela devia ir, mas sua tia daria tudo que ela precisaria para sobrevirer. Assim dizendo, deu a sua sobrinha uma fita vermelha, uma garrafa de óleo de girassol, uma fatia de pão fresco e um pedaço de presunto. Então Lubachka continou seu caminho.

Finalmente, ela chegou à casa da Baba Yaga, uma isbá que dançava no alto de duas pernas de galinha gigantes. Em torno da casa, havia uma cerca de ossos humanos, e no alto de cada uma havia uma caveira. Lubachka se aproximou da casa, que parou de dançar para deixá-la entrar. Do lado de dentro, ela encontrou a velha feiticeira trabalhando num tear, e era tão terrível quanto sua tia dissera.

Lubachka disse à feiticeira por que fora a sua casa, e Baba Yaga sorrira, mostrando seus dentes de ferro, e disse que ia buscar a agulha. Um grande gato sentou-se na frente da menina mantendo um olho nela, e, enquanto isso, Baba Yaga mandou sua criada preparar um banho para Lubachka, para que ela estivesse bonita e limpa quando a bruxa decidisse comê-la. Ouvindo isso, Lubachka percebeu que teria de agir rápido. Ela subornou a criada, para que jogasse fora o fogo sob a água, dando a ela um lenço. Subornando o gato com o presunto dado por sua tia, Lubachka descobriu que o pente e o cobertor da bruxa eram mágicos e poderiam ajudá-la a fugir. Apoderando-se deles, ela escapou da isbá, e quando os cães que estavam no pátio saíram atrás dela, Lubachka atirou-lhes o pão fresco, e eles a deixaram passar. Quando alcançou o portão, ele começou a fechar-se, mas a menina pôs óleo em suas dobradiças, e ele abriu-se de novo. Finalmente, as bétulas do portão tentaram agarrá-la com seus galhos, mas Lubachka usou a fita de sua tia para amarrá-las uma na outra.

Quando a Baba Yaga voltou para ver a garota, percebeu que ela havia fugido. Ela acusou o gato de traí-la, mas o gato respondeu que, em todos os anos em que vivera com a bruxa, ela nunca dera a ele mais que um osso, enquanto Lubachka dera-lhe um pedaço de presunto. Baba Yaga correu pelo pátio e viu os cães comendo o pão contentes, e começou a repreendê-los, mas eles responderam o mesmo que o gato. O mesmo aconteceu com o portão, as bétulas e a criada. Baba Yaga apenas ralhava ou abusava deles, mas Lubachka dera-lhes presentes, por isso eles a deixaram passar.

Baba Yaga começou a caçar a garota, mas Lubachka atirou o cobertor, e ele se tornou um largo rio que a feiticeira não podia cruzar. A bruxa voltou com seus bois, que beberam o rio até que ficasse seco, e então ela recomeçou a caçada. Dessa vez, Lubachka atirou o pente, que se tornou uma floresta densa, tão densa que os dentes de ferro da Baba Yaga não podiam mastigá-la. Derrotada, a bruxa voltou para casa.

Quando a menina chegou em casa, percebeu que seu pai havia retornado para casa e estava sentado para o jantar. Freneticamente, Lubachka contou a ele tudo que acontecera, e seu pai ficou furioso. Ele perseguiu sua mulher até a floresta, onde os lobos a morderam até ficar em frangalhos. Então ele e Lubachka viveram felizes para sempre.


Espero que tenham gostado!!! Que Baba Yaga esteja com vocês!!! (Só espero que ela não resolva devorá-los...)


Um Grande Abraço de seu Amigo


                                              Raphael Convoitise






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