sábado, 21 de janeiro de 2012

Baba Yaga - A Senhora da Morte

BABA YAGA - A Senhora da Morte




Deusa selvagem eslava do nascimento e da morte, que viaja por aí montada num almofariz,tendo um pilão como leme. 
Tinha uma vassoura que era para apagar seus rastros, evitando ser encontrada. 

Seus modos são impetuosos e selvagens, profundos e penetrantes, e podem ser interpretados como trituradores do que era exterior. A casa de Baba Yaga apóia-se em pés de galinha enormes e fica dançando e ajudam a viajar por outras florestas. A origem dessas "pernas de galinha" é de fácil dedução: muitos caçadores siberianos mantinham suas casas erguidas em bases de tronco, assim poderiam evitar a invasão de animais perigosos. Construções similares, mas menores, foram usadas por Siberianos pagãos para segurar figuras de seus deuses. Recordando o falecido matriarcado entre os povos da Sibéria, uma imagem comum de uma boneca de osso esculpido em trapos em uma pequena cabana no topo de um toco de árvore se encaixa uma descrição comum de Baba Yaga, que mal cabe sua cabine: as pernas ficam em um canto, a cabeça em outro, e seu nariz é colocado no teto. 

Há indícios de que os eslavos antigos tinham uma tradição funeral de cremação em cabanas deste tipo. Em 1948, arqueólogos russos Yefimenko e Tretyakov descoberto semelhante pequenas cabanas com traços de cremação de cadáveres e cercas circular ao redor deles;. Isto pode ser uma conexão com o mito Baba Yaga, a senhora da Morte.



 A casa de Baba Yaga era conectada com três cavaleiros distintos: o primeiro, branco, cavalgando um cavalo branco, se chamava Dia; o segundo, vermelho, com um cavalo vermelho, se chamava Sol; e por fim o terceiro, negro, também com sua montaria negra, chamado Noite. Fora eles, a casa possuía servos invisíveis. Algumas lendas dizem que para adentrar a casa era necessária uma frase mágica, que acredita-se ser: “Vire as costas para floresta e tua frente para mim.”

 Seu tempo de morte era o outono, pois era a energia vital presente no grão colhido. Na Rússia, essa deusa foi transformada numa feiticeira que vivia no âmago da floresta e comia crianças.
Era uma bruxa bem velha, com nariz de gancho, muita magra a ponto de seus ossos serem salientes, olhos chamuscados como carvão em brasa e com cabelos de cardo saindo do seu crânio.

Baba Yaga, era considerada uma deusa perigosa, pois muitas vezes aparecia como uma pessoa cruel, mas outras como uma pessoa boa que veio para auxiliar. Assumindo sua forma má, ela tinha o costume de caçar homens de personalidade ruim. Esses eram levados mortos para sua casa e lá eram revividos por ela para serem devorados! Seus ossos eram utilizados como vedação externa para sua casa e seus dentes eram usados na fechadura da porta. No panteão eslavo era tratada como deusa da Morte e tinha como lado masculino a criatura Koshchei, O Sem Morte. Baba Yaga não é portadora de uma lenda única, pois aparece em várias histórias.

Uma delas é a lenda russa que se segue. Espero que gostem:


Baba Yaga e Lubachka



Havia um homem cuja mulher morrera e deixara uma pequena filha chamada Lubachka. O pai de Lubachka amava-a ternamente, mas, como era mercador, ele freqüentemente viajava para longe. Em uma dessas viagens, ele encontrou uma bela mulher e casou-se com ela, esperando que ela se tornasse uma segunda mãe para a menina.

A nova mulher era gentil com a menina quando o pai estava por perto, mas secretamente a odiava, e a maltratava quando ele estava viajando. Finalmente, decidiu livrar-se de Lubachka de uma vez por todas. Ela ordenou que a menina fosse até a floresta para visitar a irmã da madrasta, para pedir emprestada uma agulha especial que usaria para costurar uma camisa para a pequena.

Isso pareceu suspeito a Lubachka, então ela concordou em ir, mas primeiro foi visitar sua tia, irmã de sua mãe morta. Sua tia disse à garota que ela estava indo visitar a Baba Yaga, uma horrível bruxa que comia crianças. Como havia prometido ir, ela devia ir, mas sua tia daria tudo que ela precisaria para sobrevirer. Assim dizendo, deu a sua sobrinha uma fita vermelha, uma garrafa de óleo de girassol, uma fatia de pão fresco e um pedaço de presunto. Então Lubachka continou seu caminho.

Finalmente, ela chegou à casa da Baba Yaga, uma isbá que dançava no alto de duas pernas de galinha gigantes. Em torno da casa, havia uma cerca de ossos humanos, e no alto de cada uma havia uma caveira. Lubachka se aproximou da casa, que parou de dançar para deixá-la entrar. Do lado de dentro, ela encontrou a velha feiticeira trabalhando num tear, e era tão terrível quanto sua tia dissera.

Lubachka disse à feiticeira por que fora a sua casa, e Baba Yaga sorrira, mostrando seus dentes de ferro, e disse que ia buscar a agulha. Um grande gato sentou-se na frente da menina mantendo um olho nela, e, enquanto isso, Baba Yaga mandou sua criada preparar um banho para Lubachka, para que ela estivesse bonita e limpa quando a bruxa decidisse comê-la. Ouvindo isso, Lubachka percebeu que teria de agir rápido. Ela subornou a criada, para que jogasse fora o fogo sob a água, dando a ela um lenço. Subornando o gato com o presunto dado por sua tia, Lubachka descobriu que o pente e o cobertor da bruxa eram mágicos e poderiam ajudá-la a fugir. Apoderando-se deles, ela escapou da isbá, e quando os cães que estavam no pátio saíram atrás dela, Lubachka atirou-lhes o pão fresco, e eles a deixaram passar. Quando alcançou o portão, ele começou a fechar-se, mas a menina pôs óleo em suas dobradiças, e ele abriu-se de novo. Finalmente, as bétulas do portão tentaram agarrá-la com seus galhos, mas Lubachka usou a fita de sua tia para amarrá-las uma na outra.

Quando a Baba Yaga voltou para ver a garota, percebeu que ela havia fugido. Ela acusou o gato de traí-la, mas o gato respondeu que, em todos os anos em que vivera com a bruxa, ela nunca dera a ele mais que um osso, enquanto Lubachka dera-lhe um pedaço de presunto. Baba Yaga correu pelo pátio e viu os cães comendo o pão contentes, e começou a repreendê-los, mas eles responderam o mesmo que o gato. O mesmo aconteceu com o portão, as bétulas e a criada. Baba Yaga apenas ralhava ou abusava deles, mas Lubachka dera-lhes presentes, por isso eles a deixaram passar.

Baba Yaga começou a caçar a garota, mas Lubachka atirou o cobertor, e ele se tornou um largo rio que a feiticeira não podia cruzar. A bruxa voltou com seus bois, que beberam o rio até que ficasse seco, e então ela recomeçou a caçada. Dessa vez, Lubachka atirou o pente, que se tornou uma floresta densa, tão densa que os dentes de ferro da Baba Yaga não podiam mastigá-la. Derrotada, a bruxa voltou para casa.

Quando a menina chegou em casa, percebeu que seu pai havia retornado para casa e estava sentado para o jantar. Freneticamente, Lubachka contou a ele tudo que acontecera, e seu pai ficou furioso. Ele perseguiu sua mulher até a floresta, onde os lobos a morderam até ficar em frangalhos. Então ele e Lubachka viveram felizes para sempre.


Espero que tenham gostado!!! Que Baba Yaga esteja com vocês!!! (Só espero que ela não resolva devorá-los...)


Um Grande Abraço de seu Amigo


                                              Raphael Convoitise






sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

A Divinação por meio do Fogo



Hoje, dia 20 de Janeiro, é o dia da divinação por meio do fogo.

Ainda aproveitando a pausa que dei nos posts sobre o caminho das almas (por motivos muito pessoais, que espero que o leitor entenda) resolvi postar sobre este meio divinatório, muito antigo e que, para perguntas mais simples de serem respondidas, é muito eficaz. Como eu já disse anteriormente, os oráculos podem nos ajudar a entender alguns laços que nos unem a outras pessoas, cabe lembrar ainda, um conselho que também em posts anteriores já foi mencionado, é o de não se prender na curiosidade em saber quem ou o que você foi na vida passada. Há um bom motivo para não nos lembrarmos, certo? Pois bem, ai vai. [A fonte deste post está ao fim do mesmo (não quero ser pego pela S.O.P.A =P)]

Mantika é como chamamos, por vias de regra, toda forma de oráculo, e mantikoi a pessoa especializada nesse instrumento.


 Na antiga Grécia esse era um dos momentos de maior importância, pois, segundo Platão, era no sacrifício e nos jogos de advinhação que os deuses estavam mais próximos e íntimos dos homens. Os mais diversos tipos de advinhação e oráculos eram utilizados na Antiga Héllas, desde os mais institucionalizados, como Delfos, Dídima e Éfira, aqui três tipos bem distintos, até aqueles mais simples e objetivos, como o oráculo de seixos de Hermes, o alfabético de Apolo, os sonhos, as juntas de ossos...

Podemos traçar uma linha geral de como esses rituais ocorria.
Em geral, os mais institucionalizados exigiam rituais de purificação, que poderiam ser desde os banhos de mar, khernips ou  outros meios; isto era seguido por um sacrifício ou oferta, e logo depois o consulente apresenta-se com uma prece pedindo aos deuses que lhe permitam ver aquilo que a moirá planeja.

 É sempre bom lembrar que os oráculos são fatídicos, eles mostram as possibilidades para que algo acontece, vez por outra determinam o que pode acontecer, mas isso é sempre o desfecho de um ciclo de ações. Sempre é possível, através da postura adequada, refazer a situação descrita, mesmo porque se observarmos com cuidado, apesar de não serem os mais famosos, a maioria dos instrumentos mantikos era de aconselhamento e não de previsão propriamente.

Nos ritos de Eleusis, uma cerimônia muito importante das celebrações era a leitura da sorte na chama da tocha. As indicações que seguem abaixo são uma releitura a respeito do que sabemos sobre essa técnica.

* Antes de começar, a purificação é sempre exigida. Não é de bom tom apresentar-se aos Deuses sujo. Em caso de uma consulta rápida, o simples lavar das mãos, rosto e pés pode resolver. Mas, se possível o ritual completo é o mais indicado sempre, seja qual rito for.

* Prepare o material a ser utilizado. No caso do fogo, o ideal é um local fechado e com pouca iluminação. Caso a fonte de fogo utilizada seja maior, como fogueira ou braseiros, locais abertos. O fogo deve ser livre de máculas. Sendo assim, use uma vela virgem e pura, da cor relacionada com a deidade, ou se for fogueira, uma madeira de lei, e  nas brasas carvão legal. Era costume temperar o fogo com ervas, a fim de chamar a atenção dos deuses com o perfume das fumaças. Assim, você pode colocar as mais diversas ervas, porém é importante observar para que haja uma relação de coerência entre aquilo que se vai colocar no fogo e o Deus em questão. Você pode colocar açafrão para Ártemis, louro para Apolo, murta para Afrodite, folhas de hera para Dioniso, figo para Hera e carvalho para Zeus...  Também é importante zelar pela limpeza e adequação do local. Prepare o altar com ofertas e líquidos, além das imagens.

Quando começar o ritual, faça primeiro as ofertas, libações e sacrifícios, sempre acompanhados de hinos e preces. A etiqueta ritual preza pela honra daquele que está pedindo, sendo assim, não é elegante pedir alguma coisa, por mais que seja um conselho, sem ofertar nada em troca. E caso não tenha nada preparado para ofertar no momento, prometa retribuir assim que possível, e evidentemente cumpra com suas promessas.

A divinação pelo fogo é feita através dos sinais. Faça uma invocação das divindades que lhe servirão de guia. Em geral, todos os Deuses têm oráculos relacionados a si, alguns são mais desenvolvidos, como Dioniso, Apollon, Hermes e diversos Heróis, outros mais recatados. As linhas dadas aqui sugerem um ritual onde o fogo é recomendado pelas Duas Deusas (Deméter e Perséphone). O primeiro passo após o que foi dito acima é o chamado. Diga algo do tipo:

“Oh Deméter, sempre verde, a distribuir dádivas entre os homens
Assim como nos palácios de Eleusis concebias planos
De grandeza absoluta, possas Tu, Senhora, me ser favorável
E pelos olhos de Hélio que tudo vê e te indicas a direção adequada
Para chegar à Tua filha, a sempre jovem Koré,
Me mostre aquilo que é possível sobre (aqui você insere de forma objetiva a questão)"
Os sinais do fogo são bem nítidos quando o local é fechado.
A chama baixa sugere uma resposta negativa, a chama elevada uma positividade. A chama inerte uma posição que deve ser repensada e o extinção da chama um mau presságio para a situação.
Uma coisa importante e que deve ser observada é manter um distanciamento pessoal entre você e a situação, afim de que suas intenções não intervenham na questão. É por isso que muitas vezes se aconselha que não se faça auto-consultas em determinados tipos de oráculos.


Achei desnecessário falar isso mas aqui vai um lembrete: Abra e feche os círculo ao fazer este ritual divinatório, em especial se este for feito fora de casa...para evitar intrusos astrais.


Um grande abraço, 
                                        Raphael Convoitise 



quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Uma Lenda Chinesa


Você já parou para pensar por que se usa a aliança no quarto dedo?

Faço uma breve pausa na sucessão de posts relacionados aos Elos das Almas, para trazer uma belíssima Lenda Chinesa sobre o porquê de usarmos a aliança no anelar.

Esta lenda consegue explicar o porque de fazermos isso de uma maneira bonita e muito, mas muito convincente mesmo!

Segundo a lenda, os polegares representam os pais; os indicadores representam teus irmãos e amigos; o dedo médio representa você mesmo; o dedo anelar (quarto dedo) representa o seu cônjuge e o dedo mindinho representa seus filhos.

Agora junte suas mãos palma com palma, depois, una os dedos médios de forma que fiquem apontando a você mesmo, como na imagem a seguir.
Feito isso tente separar seus polegares de forma paralela (que representam seus pais) e você vai notar que eles se separam porque seus pais não estão destinados a viver contigo até o dia de sua morte. Una os dedos novamente.


Agora tente separar igualmente os dedos indicadores (que representam seus irmãos e amigos) e você vai notar que também se separam porque eles se vão e tem destinos diferentes como se casar e ter filhos.

Tente agora separar da mesma forma os dedos mindinhos (que representam seus filhos) e estes também se abrem porque seus filhos crescem e quando já não precisam mais de nós se vão. Una os dedos novamente.

Finalmente, tente separar seus dedos anelares (o quarto dedo que representa seu cônjuge) e você vai se surpreender ao ver que simplesmente não consegues separá-los.

Isto se deve ao fato de que um casal está destinado a estar unido até o último dia da sua vida e é por isso, segundo a lenda chinesa, que o anel se usa neste dedo.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Pares Imperfeitos...Amores Perfeitos

PaReS IMPErFeiTos...
                                         ...Amores Perfeitos




Uma coisa que tenho observado é que, os Humanos, passam a vida inteira procurando o par perfeito. A maioria deles vive com a sensação de que o par ideal não está disponível para ela. Bem, se o ‘par ideal’ não está disponível...deve ser porque ele não é o ideal.

Todos os Humanos tendem a querer viver um conto de fadas com um grande romance, desses que fazem até o coração mais duro, se desmanchar em lágrimas. Todo o Humano, sem exceção alguma, quer ser amado. O problema é que há muitas formas de amor, mas deixam de olhar as demais formas para se prender única e exclusivamente ao amor romântico idealizado, tendendo a ver este amor, mesmo onde outro tipo de amor existe. Nos anos 70, os Hippies cultivaram e lançaram ao mundo a idéia do amor livre, onde ninguém era de ninguém e todos viviam juntos numa comunidade livre de preconceitos. Não funcionou. O mundo não estava pronto para esta nova forma de amar, especialmente quando tanta gente da época vivia sob o efeito de LSD e demais artifícios empregados pelos humanos com fins recreativos ou para alterar estados de consciência, métodos degradantes do corpo e portanto pouco saudáveis, diga-se de passagem.

Como o amor livre não funcionou, o melhor caminho foi retornar ao amor monogâmico ao qual a sociedade já estava acostumada. Assim, todos passam a esperar pelo príncipe ou princesa encantados, inspirados nos contos que ouviram desde que nasceram, pelos desenhos animados exibidos nos canais de maior popularidade fazendo com que os Humanos cresçam com a esperança de um relacionamento mágico e perfeito, no qual a pessoa ideal aparecerá e dará um significado especial a suas vidas.
Bem, se a sua existência, se sua vida, não tem significado agora, não vai ter quando esta pessoa surgir, sendo ela especial ou não. O que aprenderam até hoje, pode estar errado. Pense nisso. Não se deve esperar encontrar alguém, para ser feliz. Deve-se ser feliz para encontrar alguém. Já não me admiro, no decorrer de todos estes anos,ao ver pessoas infelizes por solidão. Inclusive pessoas que eu conheço muito bem. Todos estão esperando alguém surgir em suas vidas para ser feliz, condicionando sempre a felicidade a algo que simplesmente não depende deles próprios.

Quando digo que não depende dos Humanos, voltamos a teoria da alma eterna e errante, que há séculos andam por aí, de vida em vida, de país em país, de amor em amor, aprendendo a cada encarnação a ser uma alma evoluída. Toda essa bagagem que nos trazem Karma e Dharma, dívidas e créditos. Aqueles que não aprenderam a amar em outras experiências, que foram preconceituosos, duros demais com o outro, os que não deram valor ao amor que receberam, voltam para aprender justamente essa dura lição. E aí vemos o Kharma, o débito. Pessoas com imensa dificuldade para amar ou para serem amadas. Que quando aprenderem a amar de verdade, sofrerão por não ser correspondidos ou se forem perderão a pessoa amada muito rápido. Lembra-se da lenda do Kharma indiano que usei em um post anterior? Pois é...

Quando digo que não depende dos Humanos achar a pessoa certa, não estou falando uma verdade total. É meia verdade. Não depende totalmente porque quem Traçou o plano sabe a hora exata para que cada um encontre determinado tipo de amor, a hora em que estejam realmente preparados. A Mãe, sabe o momento oportuno para dar algo ao filho, sabe que antes de ele ser completado com alguma parte que lhe falta, primeiro terá de aprender algumas lições.

Assim como alunos afobados, os Humanos tendem a querer pular para a próxima aula, para a próxima lição, sem estarem preparados. O resultado, como podemos observar, é frustração, solidão, depressão e alguns quilos a mais ganhos por compensação. Quando trabalhamos com Magia, aceitamos o papel de parceiros de entidades de níveis superiores. Fazemos ‘sociedades’ com Deuses, Anjos, Espíritos Evoluídos, Reis e Rainhas do reino Elemental e, como todos devem saber, sem confiança não há sociedade que dê certo. Ou você confia ou arruma outros sócios. Nos Caminhos Mágicos da Mãe não lutamos para dominar a natureza ou as energias que circulam no mundo. Nós trabalhamos com ela, aceitamos seu ritmo, buscamos compreender seus ciclos e confiamos na sabedoria dos ‘sócios’ com quem trabalhamos. Antes de sair correndo para fazer um feitiço para amor, respire fundo. Se um amor fosse realmente sua maior necessidade no momento, ele não surgiria espontaneamente? Onde está a confiança nos planos superiores?

Um grande erro de Humanos desesperados é recorrer a feitiços de amarração, por exemplo. Tais feitiços fazem mal a ambas as almas, interferindo e prejudicando o processo evolutivo dos indivíduos em questão. Talvez o caminho dos dois não devesse cruzar desta forma, quando interferimos nas linhas da evolução, podemos perder séculos de avanços na escala evolutiva.

Quando se aprende que não se escolhe as lições a aprender e aceita-se o ritmo da vida e do mundo, as coisas começam a naturalmente entrar nos eixos. A natureza é sábia e sempre tende ao equilíbrio. Quando você observa isso, descobre que pode se divertir muito nas lições que tem a aprender agora e pode exercitar sua capacidade de amar em vários níveis. De repente você se percebe amando em um nível tão elevado e ao mesmo tempo tão profundo que jamais imaginou que seria capaz. E, quando menos se espera surge alguém. Não um alguém qualquer, mas Alguém.

Tudo isso acontece por uma questão muito simples: Semelhante atrai semelhante. Nos caminhos da magia essa ‘regra’ básica é muito observada. Se você tem um amor egoísta, imaturo e despreparado, vai atrair alguém com essa mesma vibração. Andei reparando, e o leitor também deve reparar, que há pessoas que trocam de par em seus relacionamentos e quase não percebemos, porque sempre trocam por pessoas iguais. Mesmo pessoas que sofreram violência em um relacionamento anterior parecem sempre procurar um espancador ou abusador em potencial como parceiro. A energia delas é que atrai este tipo de pessoas. Enquanto a energia delas não for modificada, não conseguirão atrair nada de diferente.

Mas eis que ainda existe a sabedoria milenar da natureza e da magia que age em parceria com ela e que, todos os povos antigos já conheciam e usavam. Com a magia naturalmente harmônica aprende-se a equilibrar e a trabalhar a energia e, de bônus, aprendemos uma série de coisas a respeito de nós mesmos, sobre os outros e o mundo, já que magia consiste olhar para dentro de si e o mundo que nos rodeia como um aprendizado constante. Nossa energia muda, nossa vibração muda e passamos a atrair pessoas e seres, tanto visíveis quanto invisíveis, de uma vibração diferente.

O leitor deve se lembrar de quando era criança, certo? Quantos amigos (de verdade, daqueles com que se fala todas as semanas e troca confidências) você guarda daquela época? Pouquíssimos, quiçá nenhum, acertei? Por quê? Porque a vida mudou? Pode ser, mas a principal razão foi porque vocês mudaram. Quando crianças, bastava gostar de Coca-Cola, Barbies ou futebol para se tornar melhores amigos. De acordo com que vamos crescendo, vamos mudando de interesse e trilhamos nosso próprio caminho, o que muda nossa energia. Passamos, portanto, a atrair outro tipo de pessoas.

Agora vamos dar uma olhada na outra metade da verdade ( eu disse que era uma meia verdade o fato de não depender de nós o ‘encontrar a pessoa perfeita’, lembra?). Não depende de nós escolher as lições que vamos aprender, mas depende de nós de vamos ou não aprender. Quando nos rebelamos contra o destino e o forçamos a seguir na direção que queremos (algumas vezes usando a magia para isso), estamos assumindo que não confiamos na sabedoria dos Deuses e nossos mestres e guias  e que nós, apenas nós, sabemos o que é melhor para nossa vida. Aí quebramos a cara. É o preço da arrogância, do egoísmo e prepotência. Conhecer a pessoa certa não é coisa do destino propriamente dita, mas fruto de merecimento. Às vezes esbarramos com ela e a deixamos ir, porque não está na hora certa, ou porque insistimos em aprender outra lição.

Acho que a cultura Humana supervaloriza o amor romântico. Eu sei por que sonhei e sofri nessa busca pelo amor perfeito, pude provar deste sentimento, desta necessidade comum a todo Ser Humano, até que percebi que não adiantava buscar e parei de procurar a pessoa ideal. Justo quando parei, foi que o grande Amor de minha vida surgiu, creio que foi quando aprendi a respeitar o tempo de cada coisa, que finalmente estive pronto para conhecer a pessoa que desperta e aviva a minha felicidade interior. Cabe lembrar, porém, que o Amor Romântico, não é a única forma de amor. Há uma gama de outras formas de amar e não podemos dizer  que uma é mais importante que a outra, pois não é. Todas as formas de amar são válidas, pois são a chama que torna nossa alma forte. O amor pela carreira, por um projeto, por amigos, por animais, pela humanidade (este ao meu ver é o mais difícil), pela família ou por uma causa boa tem o poder de provocar mudanças incríveis. Então, por que buscamos incansavelmente por nossa ‘cara metade’, nossa Alma gêmea?

Talvez por que esse tipo de amor seja mesmo supervalorizado, ou porque talvez a maioria das pessoas pense que é o único tipo de amor verdadeiro. Ou pode ser que as pessoas acreditem que apenas esse amor vá extrair o melhor delas e torná-las completas novamente.

 Isso nos remete a questão da Alma Gêmea, da qual todos em todas as épocas muito se fala. O que afinal é a Alma Gêmea? Todos Humanos tem? Então porque há tanta gente só no mundo? Há algum tempo eu estudei muito sobre o Amor e a Alma Gêmea e descobri coisas interessantes que o Leitor pode querer saber com mais detalhes, por isso vou dedicar o próximo post  a questão da Alma Gêmea, para não tornar o presente em demasiado exaustivo.

Então, prepare seu coração, ouça uma música bem bonita por hora, olhe para o céu, a natureza a sua volta, reflita um pouco e respire bem fundo. É um tema bem interessante e exige um pouco de paz no espírito pra ser melhor assimilado. No próximo Post conseguiremos entender um pouquinho mais sobre a tão complexa e emaranhada rede de Almas e a relação das Almas gêmeas.

Um enorme abraço

                           Raphael Convoitise

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Os Elos das Almas - A Família



“Família é como rubéola. Tem-se uma vez quando criança e fica-se marcado para o resto da vida.”
Sartre

Vi essa frase quando estava lendo a Idade da Razão, há muito, muito tempo atrás. E achei muito interessante colocá-la neste post hoje, que dará continuidade ao controverso tema da relação familiar e os nossos elos com a família. Quando li a frase, em primeira instância ri e, depois, meditei longamente sobra a profundidade deste pensamento que muitos podem ter tomado por ‘filosofia barata’. Pensei em como nossas famílias podem marcar a nossa existência, o quanto ela nos influencia e em como ‘devemos’ parte do que aprendemos ou desaprendemos (que o Leitor use de discernimento) a ela.

Claro que creditar tudo o que somos a nossa família também não é nem correto e nem justo. Além de nossos parentes, uma gama de outras pessoas fazem parte da nossa formação, como professores, amigos, pais de amigos, namorados, ídolos pop, escritores, a sociedade e a nossa própria Essência, nossa Alma Real, I.E, o que realmente somos independente do corpo que usamos. Mas, é a família que convive conosco nos nossos primeiros anos de vida, quando estamos aprendendo muita coisa nova. Nos nossos primeiros passos, tudo o que aprendemos depende deles: o que vivemos, o que comemos, sonhamos e pensamos, tudo isso sofre a influência deles. E, embora a maioria não se dê conta, isso é uma responsabilidade imensa.

Há famílias unidas, que mais parecem um time de futebol. Há outras mais tímidas, não parecem se relacionar intimamente, soam distantes e frias. Há ainda outras que brigam até pelo sabor da pizza que vão pedir, ou a cor do novo cãozinho de estimação. Compartilho agora, com o Leitor mais incauto, uma infeliz e nobre verdade: Aquelas famílias de seriado norte americano que costumávamos ver há uma década, perfeitas, unidas, inseparáveis e sem defeitos NÃO EXISTEM. Há por aqui e por ali versões aproximadas, mas uma outra verdade é que convivência gera conflitos, cismas, neuras, mágoas que se não forem resolvidos, ficam aguardando seu momento ‘adequado’ para se manifestar e ser despejado feito uma torrente.

Quando trabalhei como voluntário há uns dois ou três anos atrás, ficava quase o tempo todo com crianças. Conheci todo tipo de crianças que se pode imaginar, das mais quietas e comportadas às mais espoletas e hiperativas, passando por crianças de três/quatro anos até os treze/quatorze anos. Foi um período de grandes aprendizados. Me lembro de duas famílias que tive a chance de conhecer um pouco mais. Numa delas, o filho Johnathan, era um adolescente doce, prestativo e super educado ao tratar as outras pessoas e pelo que percebi da família, tinha uma forte ligação com a mãe. Já o pai parecia meio distante e, olhando para eles juntos, não parecia funcionar como uma família. Na outra família, eram duas crianças igualmente lindas. O menino se afeiçoou muito a mim e era muito carinhoso, era um de meus protegidos mais queridos. Para minha total surpresa o relacionamento dele tanto com o pai quanto com a mãe era distante e frio, quase inexistente. A menina era mais revoltada e nós brigávamos um pouco, ela adorava implicar com tudo e com todos, e comecei a notar que esta família parecia um monte de peças de quebra-cabeças diferentes. Por que será que isso acontece? Por que algumas famílias parecem ser compostas por pessoas radicalmente diferentes, enquanto outras parecem verdadeiramente uniformes?

Vamos lembrar que há mais coisa entre os céus e a terra do que sonha nossa tão limitada e vã filosofia. Há um plano, em algum lugar, arquitetado por Alguém de muita Sabedoria. E tudo o que precisamos é confiar (leia-se: acreditar) que este Alguém realmente sabe o que está fazendo. Quando alguém se sente um estranho no ninho da própria família, tem motivos pra isso. O que a Sabedoria, mencionada anteriormente, faz, é colocar pessoas de níveis espirituais diferentes juntas pra ver se uma ajuda as outras. Que o Leitor perdoe-me pela simplicidade do recurso que irei usar para melhor ilustrar o que acabo de dizer, mas irei usar o bendito do ‘Joãozinho’ que todo mundo sempre usa (coitado, já deve estar cansado de ser quebra-galho de todo mundo). Vamos lá: O Joãozinho se sente um incompreendido. Sua família não aceita seu estilo de vida, sua sexualidade, suas idéias ou sua opção profissional. As brigas são imagens constantes e o Joãozinho se sente um solitário, não vendo nada em comum entre ele e aqueles que dividem o mesmo sangue. Há aí uma função para cada membro da família e basta que elas reconheçam isso.

Agora que usei esta ‘historinha’ e como sou muito ligado ao teatro e artes cênicas, chegou a hora de uma aulinha bem básica de roteiro. Veja os personagens de uma história, seja ela qual for. Note que cada um tem seu próprio universo, mas que juntos funcionam como peças complementares. Graças à união desses personagens, a história caminha, se desenvolve e se desenrola. Além do universo particular, cada personagem conta com uma função. A função do Joãozinho é ajudar a família dele a compreender melhor outros mundos, aumentar seus limites, exercer a tolerância que nos torna melhores e maiores, enfim, fazê-los aprender. A função da família do Joãozinho será, provavelmente a mesma que a dele, e ajudá-lo a aprender a ensinar, já que se trata do membro mais “diferente” da família. Se cada um se dispuser a aprender o que o outro tem a ensinar, a ouvir o que o outro tem a dizer, as famílias serão felizes, cada membro a sua maneira, é claro, mas indubitavelmente mais felizes do que se não houver esta boa disposição das partes.

E já que falamos de famílias felizes, não custa nada lembrar de uma coisinha que é meio óbvia, mas de repente pode ter escapado, afinal os humanos andam cada vez mais distraídos...
O que é uma família feliz? É aquela em que todo mundo parece ter feito curso de modelo e branqueado os dentes? Aquelas bem tradicionais, com todos reunidos em volta de um árvore de natal que vai até o teto nos comerciais de peru ou de refrigerantes de cola? Aquelas que, depois que você cometeu um erro, senta com calma e fala pacientemente que sempre o amará, enquanto toca uma música bem bonita no fundo?
Bom, pessoal, esse tipo de família não existe nem em seriado hoje em dia (observe Todo Mundo Odeia o Chris, por exemplo)! Tentar atingir esse patamar é o mesmo que tentar se atingir o perfil de beleza das top models. É uma tarefa inglória. Eventualmente, toda família vai perder a paciência ou uns com os outros ou com o membro mais “diferente”. Como disse faz parte da convivência. O que vai tornar uma família feliz não é o quanto ela se parece com um comercial ruim de creme dental, mas a honestidade com que ela vai viver seus dias e seus dilemas. Nada pior que famílias que se acham perfeitas e estão, na verdade, perdendo seu tempo ao invés de aprender mais sobre si mesmas.


Às vezes as famílias brigam, é claro. E a coisa fica feia mesmo quando começam a gritar, como se nem estivessem dentro do mesmo local. Será que seus corações se distanciaram tanto que precisam gritar para serem ouvidas? O que acontece é que algumas vezes a pressão precisa ser aliviada e a briga é uma excelente válvula de escape. Algumas vezes é melhor ter uma discussão do que guardar para si e ficar remoendo tudo sozinho depois. Essa mania horrorosa de guardar rancores e mágoas provoca uma série de males, tanto físicos e emocionais, quanto espirituais ( O Kharma, do qual falei no post anterior, lembra?) Precisamos nos expressar, especialmente com as pessoas que convivem diariamente conosco. Por mais que para alguns isto não seja algo fácil de se fazer, é algo a se tentar.

Eu disse que ALGUMAS VEZES é preferível ter uma discussão, mas é claro que não precisa chegar a este ponto. Se algo está errado em uma família, a coisa mais sensata a se fazer é sentar e conversar, desarmar a ‘bomba’ antes que ele exploda. Evitar alguns corações partidos e sentimentos feridos.

Como já disse anteriormente, algumas vezes as discussões podem estar sendo causadas por entidades do plano astral, tais como fadas (que costumam ser ciumentas), elementais do elemento terra (que podem estar se divertindo com as situações ou mesmo zangados, mas estes casos são menos frequentes), larvas astrais ou por espíritos de baixo astral. Se o leitor julgar conveniente, recomendo, para ajudar, alguns rituais de banimento que podem mostrar-se eficazes na re-harmonização da casa e portanto dos elos familiares. Eu gostaria muito de sugerir um link para o Site de Cultura Pagã - Circulus Paganus - que mantenho juntamente com Pallas, com algum ritual deste tipo, porém o site ainda está sendo estruturado, mas em no máximo uma semana estará lá uma seção para Rituais. E, para auxilio do Leitor, um dos primeiros que postarei será um ritual de banimento. Porém aqueles que quiserem ir se adiantando, há apenas uma recomendação: Pesquise! =)

Por enquanto deixarei aqui dois Dabrakás que são uma espécie de mantra da magia egípcia que originou a Kabalah (Cabala) e resgata o poder de palavras muito antigas que nossas almas reconhecem. Futuramente falaremos mais sobre a magia egípcia, que é muito forte por sinal, em nosso site. Espero que estes Dabrakás sejam úteis. Se quiserem podem fazer rituais de serenidade como o pudim que recomendei em um post anterior para acalmar os ânimos e facilitar o convívio e favorecer estes Dabrakás que promovem o entendimento. Estes foram retirados do livro: Da Kabalah ao Kabash – Magia e Sabedoria dos Sacerdotes do Antigo Egito de Mestre Rolland ( Não possui Editora, que estranho, mas tem um telefone aqui no livro para quem quiser adquiri-lo, é o: (11) 5535-1592).
O Primeiro é o

Hab Er Ron

Hab= o H tem som de R como em ‘Rato’
Er= o R tem som ‘enrolado’ como em palavras de origem inglesa ‘Are’ e ‘door’ por exemplo.
Ron= o R tem o mesmo son de em Er os demais sons são como de costume.

Este Drabaká é usado para promover a integração entre as pessoas, independente de pertencerem a mesma família.
Para executá-lo você precisará de dois recipientes de cobre, independe de tamanho, sendo que um você deverá encher com água e o outro deve permanecer vazio. Sente-se confortavelmente de preferência em uma cadeira de braços, e coloque os recipientes sobre as suas coxas, e apóie os braços nos braços da cadeira colocando as mãos imediatamente acima dos recipientes, sendo que o que contem a água deve permanecer do lado esquerdo. Se fores Homem sente-se com as pernas ligeiramente abertas, se for mulher sente-se com as pernas unidas.Com os pés tocando totalmente o chão, incline a cabeça pra trás deixando-a pender sem tensões, feche os olhos e cante este Drabaká calmamente por cerca de três minutos.

O outro Dabraká é o:

Azu Biri

A pronúncia do R é como explicado anteriormente.
Este é voltado para o humanismo, pois ele desperta a sensibilidade das pessoas para a compreensão, para se por na pele do outro, afinal se você não souber como o outro se sente como poderá ter sabedoria para se aproximar?
Deve ser praticado de noite. Acenda uma vela e sente-se de costas para ela, de modo a ver sua sombra projetada na parede. Dance calmamente com o tronco enquanto canta este Dabraká. Ele o ajudará a ser mais sensível e a entender melhor as pessoas e as situações.

Bom por hoje fico por aqui, amanhã voltarei para falar sobre os Elos das Almas e o Amor Romântico.
Um grande Abraço,

                                    Raphaell Convoitise

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Karma, Dharma e Livre Arbítrio

Os Elos das Almas – Karma, Dharma e Livre arbítrio



Todos sempre falam do Kharma, mas quase ninguém se lembra de que também existe o Dharma. De uma maneira simplificada podemos dizer que o Dharma é aquilo que você trás de bom de outras vidas, seria, numa linguagem “moderna”, um crédito extra que trazemos das encarnações passadas. Já o Kharma é  a carga de aspectos negativos, como erros, burradas e lambanças que você terá de reparar nesta vida. E o livre arbítrio entra nas decisões que você tem de tomar. O Kharma exige de você um pagamento, afinal o Kharma seria algo como uma dívida. Cabe a você decidir como vai pagar. A opção de nunca pagar é totalmente fora de cogitação, só para constar. Mesmo que você decida não pagar nesta vida, como é o caso de criminosos que conseguem se safar de seus crimes sem serem punidos, sua dívida o acompanhará até o outro plano e até a próxima encarnação. O Kharma termina quando a lição em questão é aprendida, quando a pessoa que cometeu a falha percebe o erro e arrepende-se genuinamente ou quando a parte prejudicada perdoa o erro verdadeiramente. Quando pudermos ver todas as nossas encarnações anteriores, todas as nossas vidas, veremos diversas semelhanças e várias pessoas e situações que se repetem ou se explicam, será semelhante a um mosaico onde a história contada finalmente faz sentido. Quando analisamos as coisas levando em conta apenas esta vida, é como analisar uma peça de um enorme quebra-cabeças.

Por isso é tão importante não julgar precipitadamente. Mesmo quando o caso parece escabroso, como no caso de crimes, por exemplo, devemos lembrar que aquilo pode não ter começado ali. Aquelas pessoas já podiam estar presas numa linha de ódio há várias e várias vidas. E se não estavam, vão estar a partir de agora. Devemos ao menos tentar ser justos e não ceder ao ódio cego e a mágoa que almeja vingança. Sentir raiva é algo natural dos humanos, afinal todos temos sentimentos e, a raiva é um deles. A raiva é o fruto de algum outro sentimento ferido.O que não podemos fazer, é deixar a raiva ser engodada a ponto de se transformar em uma mágoa ou, ainda pior, em ódio. Sentimentos como estes podem criar laços Khármicos com a pessoa que os gerou em nós. E agir precipitadamente, motivado por sentimentos de vingança, por exemplo, é algo que pode nos condenar a uma vida futura um pouco mais sofrida e com frutos amargos e isso acontece justamente por causa de nossa visão curtinha das coisas e situações.

O Leitor, assim como eu, pode ter reparado que nos últimos anos parece ter virado moda dizer que “é tudo um processo Khármico” diante de tragédias e situações de convívio difícil. Se você não se dá bem com alguém logo afirma: “Fulano é o meu Kharma!”, se alguém sofre um acidente por que estava bêbado ou se crianças e adultos morrem de fome e sede na África (ou em qualquer outra parte do mundo), a culpa cai em cima do kharma, quando não em cima dele cai em cima de um dos três D’s (Deus, Destino ou Demônio). Mas o que afinal é Kharma? Vamos tentar entender um pouquinho mais sobre este incompreendido e tentar desbancar alguns mitos falsos a seu respeito.
Kharma são as dívidas adiquiridas em outras vidas que se refletem na vida posterior enquanto que o Dharma são os dons e laços positivos de aprendizados adiquiridos em outras vidas. Quando você demonstra um talento especial ou alguma ligação positiva com alguém, sem aparente explicação, pode apostar que é uma herança de uma outra vida passada. Em síntese, o que você é hoje reflete o que você já foi no passado, e o que você será, depende do que você for hoje. Porém, como já foi dito anteriormente, há um motivo para não nos lembrarmos das coisas da vida anterior. Se nos prendermos em quem éramos na vida anterior, nosso processo de evolução ficará comprometido, pois embora o caminho continue existindo atrás de nós, é para frente que se caminha. Em alguns casos recomenda-se a regressão de vidas passadas para melhor entender ligações kármicas desta vida, porém é um procedimento que deve ser evitado ao máximo, sendo usado somente como ultimo recurso. Nós como humanos, sempre queremos saber o que há na vida entre vidas, bem como o que houve em vidas anteriores. O que precisamos entender é que, o que nos é permitido saber, saberemos, seja por meio de sonhos, de observações de elos Khármicos e dhármicos que temos na presente vida, ou mesmo por meio divinatórios. Devemos aprender a confiar na sabedoria da Grande Genetriz, há um motivo para não lembrarmos de tudo o que já vivemos pelo ciclo de morte e renascimento enquanto entidades encarnadas. E sobretudo, quando alguma informação nos é revelada sobre alguma das encarnações enteriores, não devemos nos apegar a ela, deixando de viver o que somos agora, nos distanciando de nossa atual missão. Em outras vidas você pode ter sido pessoas excelentes ou pessoas não muito boas, mas o que conta agora não é o que você foi e sim o que você trouxe para a vida atual. Se viver preso ao passado desta própria vida já é algo ruim, imagine então prender-se a uma Vida toda que ficou no passado! O que deve ser levado em consideração é o que você É nesta vida, o que ESTÁ SE TORNANDO, e COMO LIDARÁ com a carga que trouxe consigo da vida anterior, seja ela positiva ou negativa. Em seu caminho de várias vidas, a pessoa adiquire certos conhecimentos através das lições já aprendidas e cria vínculos com espíritos mais evoluídos ou em mesmo nível de evolução ( o Dharma, lembra?). Ela vai voltar na próxima vida com potencialidades a desenvolver e sabedoria pré adquirida sobre certos assuntos. Mas, ela também passa por situações que causam mágoas, ódio, rancor, dor e tristeza, a ela ou a outras pessoas. Ela terá então um elo Khármico com essas pessoas, e voltará seguidas vezes até resolver o problema com elas.

Também não é preciso culpar o Kharma por tudo e achar que o mundo é feio e injusto e que todos merecem o que estão passando. Então não dá esmolas pra pobres, que morram as crianças no Zaire, na Índia, no Brasil e onde mais tiver gente em situação difícil e aproveita pra dar um chute no cachorro, porque todos têm culpa da própria situação. “Kharma”, que não é bem assim! Em primeiro lugar, se eles merecem ou não, você não tem nada com isso, que o Leitor me desculpe por ter falado assim, mas é verdade. Você tem a sua parte a fazer, que é ajudar e muitas vezes falta-lhe agradecer a essas pessoas por aceitar a sua ajuda, permitindo assim que você queime e dissolva o seu Kharma e evolua também. Muitas vezes, são espíritos muito evoluídos que se dispõem a voltar para terminar um ciclo, ou para adiantar-se em outro, ou ainda simplesmente para ajudar outros espíritos a evoluir.

Muita gente liga a idéia  do Kharma a uma coisa negativa e pesada, ao sofrimento e dor. Mas será que a função do Kharma é nos fazer sofrer?  Para finalizar este post esclarecendo qual é  o Real motivo da existência do Kharma transcreverei um conto Hindu que pode explicar melhor essa questão. Este conto e muitas outras lendas de diversas partes do mundo você encontra no Site de Cultura Pagã: circuluspaganus.no.comunidades.net .

Numa pequena cidade da Índia era muito comum levar-se a criança que nasce ao sábio para que ele lhe dissesse qual era o Kharma trazido de outra vida. Um menino foi levado ao nascer e o sábio disse sua triste sina. Na vida anterior, ele tinha sido cruel com sua companheira, fazendo-a sofrer e não lhe dando o mínimo valor. Para aprender sua lição, ele deveria perder a mulher com quem se casasse nesta vida.

O Menino cresceu e se tornou um homem. E se apaixonou...Ciente do destino que revelaram aos seus pais quando criança, voltou ao sábio da cidade. Mas a sentença não mudara. Perderia a companheira com a qual se casasse.

O homem ficou desesperado e então o sábio, vendo sua tristeza de não poder se casar com a mulher que amava, deu-lhe uma idéia. Realizariam uma cerimônia de casamento, com padrinhos, testemunhas, sacerdote e tudo o mais, e ele se casaria com uma árvore. As pessoas envolvidas deveriam estar conscientes de que era uma cerimônia verdadeira. E assim foi feito. Pouco depois a árvore secou e morreu. O homem ficou realmente impressionado e só então pôde casar-se com a moça, que gozou de longa vida e lhe deu muitos filhos.

Dessa história podemos tirar uma lição muito importante. O Kharma deste homem era de perder a esposa? Não! O Kharma dele era aprender a dar valor á esposa. O Kharma é um meio de aprendizagem. Nossas diversas vidas são um meio de perdermos medos, superarmos nossos próprios limites e nos tornarmos cada vez mais próximos da essência divina que foi soprada em nós. E temos sempre duas maneiras de aprender: por bem ou por mal. A escolha cabe única e exclusivamente a nós. Cabe a nós decidirmos se queremos um Kharma ou um Dharma na próxima vida.

E você, Caro Leitor, o que quer para si?
Uma vida calma e relativamente mais feliz na próxima existência, tendo que, para tanto procurar viver mais harmonicamente com o planeta e a humanidade, dissolvendo Kharmas e respeitando o próximo, libertando-se mais rápido do ciclo de encarnações e atingindo a verdadeira perfeição? Ou continuar prendendo-se e permanecendo preso nas antigas amarras de vidas passadas, mantendo-se, assim, neste constante ciclo de encarnações demorando-se ainda mais na escala evolutiva?
Pense, reflita, faça bom uso do Livre Arbítrio que recebestes e sinta-se a vontade para compartilhar conosco os teus pensamentos.

Um grande abraço a todos.

                                           Raphaell Convoitise

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Os Elos Familiares - Pais e Filhos


Os Elos das Almas [continuação]

    Família Columbus com Sextuplos  de Ohio - EUA

Dando continuidade a série de postagens sobre os elos que unem as nossas almas às de pessoas próximas, poderia começar falando do controverso tema Família como um todo, porém, a relação entre pais e filhos é o eixo mais importante de uma pessoa, por isso achei melhor começar abordar este aspecto da família.

Antes de entrarmos nas razões invisíveis de porque um relacionamento entre pais e filhos funciona ou não, vamos olhar o que está nitidamente diante de nossos olhos. A nossa sociedade contemporânea cometeu uma porção de desatinos para chegar no ponto em que está hoje. Um deles foi ter pregado que os pais tinham poderes ilimitados e irrestritos sobre seus filhos, vendendo-os a casamentos infelizes ou condenando-os a uma carreira que odeiam. Ainda hoje há resquícios desse desejo que força filhos a seguirem o que seus pais desejam sem ao menos questionar o porquê fazem isso. Por estarmos vivendo esta ideologia a tanto tempo, talvez, aceitamos como verdade que estamos aqui única e exclusivamente para servir nossos pais e seus desejos, mesmo contra nossa vontade.



Isso, na verdade, está bem longe de ser verdadeiro. Os pais são, ou ao menos deveriam ser, mentores e guias neste mundo e passar o conhecimento necessário aos filhos para que estes possam fazer opções. Por vezes devem ser firmes, é claro, mas jamais colocar sobre o ombro dos filhos um fardo equivocado.

O Leitor, neste momento, deve estar se perguntando o que seria um fardo equivocado. Ora, há pais que não puderam realizar seus sonhos de juventude. Queriam ser ou fazer algo que, por algum motivo, não puderam ou não conseguiram fazer. Então eles repassam este desejo aos filhos que, mesmo não tendo o mínimo de vocação ou talento para aquilo, acabam fazendo por terem escutado desde crianças que era aquilo que deveria fazer quando atingisse a idade adequada. E quando crescem se apegam à máxima de que “seus pais sabem o que é melhor para você”. Assim, os filhos desistem de seus próprios sonhos para viverem os sonhos dos pais e muito provavelmente repetirá o mesmo comportamento com seus filhos, dando origem a um ciclo vicioso de gerações e gerações de adultos insatisfeitos e frustrados.

Há ainda um outro caso diferente, mas de efeitos similares. O pai ou mãe em questão, não se realizou em determinada coisa então, parece se empenhar ao máximo para boicotar o sucesso do próprio filho. O que pode ser agravado ainda mais com a crença que tem e procuram transmitir aos filhos de que não há outra forma de viver a não ser abrindo mão do que mais se quer.E, se seus filhos sucumbirem a ladainha de que “ na vida não se faz o que se quer mesmo...” ou “a vida é só sofrimento e dor, o resto é utopia...” eles tenderão a fazer exatamente o mesmo com os filhos deles.

E há ainda outro caso em que os pais acreditam piamente que o único caminho para uma vida completa e feliz é seguir os passos da família. Se és filho de advogado, serás advogado. Se és filho de Engenheiro, engenheiro serás. Se és filho de artesão, artesão serás tu e teus filhos, e os filhos de teus filhos, até o fim. As pessoas que acreditam nisso não conhecem outro caminho, portanto é natural que insistam que os filhos caminhem pelo único caminhop que conseguem ver. Imagine se alguém que o ama genuinamente deixará que você siga um caminho na floresta onde ele só vê mata fechada. É claro que ele procurará indicar o caminho mais seguro, livre de empecilhos e cujos obstáculos são bem conhecidos por ele, afinal já passou por ali de todas as formas possíveis.



Quando os pais tentam fazer com que os filhos se realizem por eles fazendo algo que não é o que realmente queriam, estão na verdade lhes dando um fardo equivocado, um peso morto que não pertence a eles, obrigando os filhos carregar uma bagagem que na verdade pertence aos pais. Isso tem acontecido o tempo todo a nossa volta e há muito tempo. E a frustração sempre goste de companhia. Oblitere os sonhos de alguém e este alguém fará o mesmo, quiçá pior, com os sonhos de outra pessoa. Talvez mesmo os seus sonhos. Fique atento portanto.

Desta forma, filhos que se sentem contrariados podem se vingar escolhendo para si parceiros que irritem seus pais ou fazendo qualquer outra coisa que os irrite. Os nossos sonhos são o sopro da Grande Mãe que nos diz o que devemos fazer aqui. É nossa missão, algo que precisamos fazer para sermos plenos e felizes. Algo que irá contribuir para nossa evolução e para o acréscimo de Dharma. Tire o sonho de alguém e você terá uma pessoa vazia e superficial, extremamente ligada aos aspectos fúteis e materiais da vida. Precisamos realizar nossos sonhos porque é importante para nós e para a humanidade realizarmos nossa missão.

Embora sejam séculos de comportamento viciado e que isso torne difícil para você e seus pais ir contra isso, é algo necessário. Quanto mais pessoas se encontrarem e se realizarem, mais pessoas felizes haverá no mundo e é exatamente disso que o mundo precisa: pessoas felizes. Peço ao Leitor que não me tome por utopista ou mesmo um idiota ao dizer isto, porque é sério. Se você não é feliz, não consegue emitir a Luz que ilumina e aquece todos ao teu redor e, é exatamente esta luz, que alimenta e estimula a evolução do Planeta e da Humanidade, por isso devemos cultivá-la. A energia da tristeza, por outro lado, suga a energia em volta como um buraco negro. A energia gerada pelo ódio agride e tenta destruir. A energia que cultivamos é importantíssima para nossa evolução individual e a evolução da humanidade.

Mas vamos supor que você resolva explicar isso para as pessoas, como eu estou tentando fazer. Podemos fazer palestras, seminários, colar cartazes e contar para o mundo que há mais de um caminho, mais de uma maneira, “de se chegar a Roma” e que pais devem apoiar seus filhos em suas escolhas. Provavelmente teremos uma resposta deveras inusitada. Haverá pais com um genuíno interesse e muitos vão ouvir com atenção e boa vontade. Como disse anteriormente, salvo algumas exceções, os pais querem realmente o melhor para seus filhos (a caso se o filho pedir um peixe, dará o pai a ele uma serpente?). Mas logo depois, notaremos o surgimento de uma resistência, como se outras pessoas tivessem falado o contrário e agora os pais ficassem em um conflito interno com ambas as opiniões.



O passado pesa e é um dos motivos pelos quais temos de deixá-lo quando entramos nesta vida. Nossas vidas passadas ficam em algum lugar, esquecidas momentaneamente, simplesmente porque a mente humana ainda é em demasiado limitada e os humanos não agüentariam levar tanto peso por aí. Porém, há sempre o eco das coisas que vemos, ouvimos, vivemos e aprendemos em outras vidas e ás vezes é difícil libertar-se destas amarras. Por isso, não raras as vezes, veremos alguma resistência nas pessoas a novos métodos, novas idéias ou novas metas. Elas não lembram direito, mas lá no fundo há uma lembrança disforme e levemente apagada do que elas viam como certo ou errado em outras vidas. Alia-se isso à bagagem cultural da qual já falei anteriormente e teremos pessoas dizendo aos gritos que “enquanto vivermos sob o teto delas, temos que viver segundo suas regras”.

Os laços que não vemos

Além de todos estes fatores mencionados até agora, há ainda o fator Kharma e a família ‘invisível’. A princípio, pensei em resumir o primeiro em poucas linhas ainda neste post, porém acho necessário uma explanação um pouco mais detalhada a este respeito, prefiro, portanto, fazer o próximo post relacionado ao Kharma, ao Dharma (que poucos conhecem, mas não é menos importante que o Kharma) e a questão do Livre Arbítrio que recebemos da grande Mãe ao surgirmos como entidades vivas. É necessário que entendamos estes fatores para facilitar a viabilização de algumas relações na presente vida. Falarei, por hora, da família ‘invisível’.

Como sabemos, o passado nos dá sua cota de problemas. Há espíritos que acompanham uma família, encarnando e reencarnando inclusive várias vezes na mesma família, talvez por uma dívida Khármica, que entenderemos em breve, ou talvez por elos Dhármicos, que também será entendido no próximo post. Quando estão no período entre – vidas, alguns espíritos podem escolher ficar acompanhando seus entes queridos e de vez em quando dão uns ‘pitacos’ na vida deles. Se são espíritos evoluídos, excelente. Serão ‘pitacos’ de uma excelência indubitável. Porém se são espíritos ignorantes, vão insistir em impor suas próprias vontades e vão soprar opiniões e pensamentos nos que estiverem mais suscetíveis a ouvi-los. Eis mais um motivo  de famílias entrarem em conflitos repentinos. Há mais gente querendo ser ouvida do que supõe nossa vã filosofia.



Então, contra a evolução individual e da humanidade e do bom relacionamento entre pais e filhos , temos a bagagem cultural, a bagagem Khármica e espíritos de parentes desocupados. E a favor, temos pais e filhos que, podem dizer o que quiser mas, precisam uns dos outros e se amam, apesar de todas as rusgas e acidentes de percurso na estrada evolucionista que compartilham.

A maioria dos relacionamentos entre pais e filhos parece cultivar maus momentos com curiosa morbidez. Não só os pais exigem muito de seus filhos, como filhos exigem e esperam demais dos pais, criando uma relação desgastante e auto-exigente, até que ambos começam a perceber que esta relação está cobrando demais deles. 

Vamos ter uma coisa em mente: seus pais eventualmente vão irritar você e você frequentemente irá  irritar seus pais. Ou seja, vocês são mutuamente irritantes, e é assim que as coisas são. Não, não precisa lutar contra isso, apenas aprender a aceitar seus pais como eles são e passar a exigir menos deles, ao fazer isso você começará a perceber que a relação vai aos poucos tornando-se mais leve e o convívio mais harmônico. Procure conversar mais com eles e tente derrubar tabus que a nossa sociedade criou para dificultar nossa vida e nossa evolução. Tente ser capaz de falar sobre qualquer coisa com eles e veja como eles também se abrirão mais com você. Relacionamentos são uma via de mão dupla. O que vai, volta. E não estamos nesta família por acaso.
E deixo também uma dica aos pais: tentem ser mais pacientes e ter mais tempo para seus filhos. Aumentem a qualidade da convivência. E evitem gritar. Filhos realmente odeiam quando pais gritam, você não se lembra quando os seus gritavam com você? Passem mais tempo com os filhos de forma natural e deixem o relacionamento fluir, sem cobrança, sem estresse. Eu não disse que isso vai ser fácil, mas lembre-se estamos aqui para aprender, e aprender requer paciência e sobretudo boa vontade.

Há uma teoria, o Leitor perdoe-me pela expressão, um tanto estúpida de que família vem sempre em primeiro lugar e o fato de algumas pessoas terem o mesmo sangue torna sua ligação muito mais importante. Essa idéia faz com que as pessoas não se preocupem em cuidar de seus relacionamentos familiares. Afinal o sangue é mais forte que tudo e posso fazer qualquer coisa que minha família tem a obrigação de me aceitar e me amar. Compartilho com o Leitor agora um segredo: isso NÃO é verdade. Relacionamentos, especialmente os familiares, precisam de cuidados. Achamos que temos tempo demais com eles e quando eles se vão, percebemos que não tivemos tempo o bastante porque sempre estávamos fazendo outras coisas. Nós devemos amar as pessoas não por causa de uma ligação sanguínea, mas porque são pessoas importantes, porque significam muito para nós e porque é o que o nosso coração quer.

Brigas entre pais e filhos parecessem cada vez piores e é muito triste vê-los brigando. Especialmente quando param de brigar deixando de se falar. Há muitos motivos que levam pais e filhos a quererem cortar relações e levaria muito tempo se eu decidisse expor cada uma delas aqui, mas de um modo geral tudo gira em torno das coisas que cada qual quer do ‘seu’ jeito. É difícil para os filhos admitirem que algumas vezes seus pais tem razão. É mais difícil ainda para os pais perceberem que as ‘mulas descabeçadas’ dos seus filhos às vezes sabem o que estão fazendo. Então como resolver isto? As coisas mudam sempre, o tempo todo, não dá para saber quando um ou outro terá razão e quando um erro poderá ser irremediável. Um “não vá a esta festa” pode mudar o rumo de tudo por exemplo.



A primeira coisa que se pode fazer é acalmar os ânimos. Brigar nunca vai mudar a opinião de ninguém. Se está difícil tocar num assunto sem que todos resolvam elevar suas vozes, fica claro que precisam de um pouco mais de serenidade na relação. Como sabemos, tudo é energia, se as energias estão desreguladas o melhor que temos a fazer é regulá-las. E há diversas maneiras de se fazer isso. Uma delas é através dos alimentos. Se você é quem cozinha em casa, evite o uso excessivo de sal e pimenta nos alimentos, estes temperos são consagrados ao Sol, e inflam o orgulho e aquecem os ânimos e se os humores já estão exaltados melhor não dar mais energia pra isso, não é? Dê preferência a alimentos doces á base de mel e claras. Evite tudo o que for picante demais. Uma ótima receita para acalmar os ânimos é o Pudim da Serenidade, de origem européia ele tem a finalidade de fazer com que aqueles que o comem, se tornem mais amáveis uns com os outros. Aqueles que se interessarem a receita está neste site sobre cultura e crenças pagãs: Circulus Paganus - Pudim da Serenidade .

Um grande abraço a todos, amanhã voltarei com um novo post sobre Elos Khármicos, Dhármicos e a questão do Livre Arbítrio.

Com Carinho,
                   
            Raphaell Convoitise

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