domingo, 22 de janeiro de 2012

As Musas Gregas

As Musas Gregas



As musas eram entidades mitológicas a quem era atribuída, na Grécia Antiga, a capacidade de inspirar a criação artística ou científica. Na mitologia grega, eram as nove filhas de Mnemosine e Zeus. O templo das musas era o Museion, termo que deu origem à palavra museu nas diversas línguas indo-europeias como local de cultivo e preservação das artes e ciências.
Cada uma delas possuía um nome com um significado especial e um aspecto da Arte pelo qual eram responsáveis.

Conta o Mito que, após a vitória dos deuses do Olimpo sobre os seis filhos de Urano, conhecidos como titãs, foi solicitado a Zeus que se criassem divindades capazes de cantar a vitória e perpetuar a glória dos Olímpicos. Zeus então partilhou o leito com Mnemósine, a deusa da memória, durante nove noites consecutivas e, um ano depois, Mnemósine deu à luz nove filhas em um lugar próximo ao monte Olimpo. Criou-as ali o caçador Croto, que depois da morte foi transportado, pelo céu, até a constelação de Sagitário. As musas cantavam o presente, o passado e o futuro, acompanhados pela lira de Apolo, para deleite das divindades do panteão. Eram, originalmente, ninfas dos rios e lagos. Seu culto era originário da Trácia ou em Pieria, região a leste do Olimpo, de cujas encostas escarpadas desciam vários córregos produzindo sons que sugeriam uma música natural, levando a crer que a montanha era habitada por deusas amantes da música. Nos primórdios, eram apenas deusas da música, formando um maravilhoso coro feminino. Posteriormente, suas funções e atributos se diversificaram.
Clio, Euterpe e Talia

Suas moradas, normalmente situadas próximas à fontes e riachos, ficavam na Pieria, leste do Olimpo (musas pierias), no monte Helicon, na Beócia (musas beócias) e no monte Parnaso em Delfos (musas délficas). Nesses locais dançavam e cantavam, acompanhadas muitas vezes de Apolo Musagetes (líder das musas - epíteto de Apolo). Eram bastante zelosas de sua honra e puniam os mortais que ousassem presumir igualdade com elas na arte da música.

O coro das musas tornou o seu lugar de nascimento um santuário e um local de danças especiais. Também frequentavam o monte Hélicon, onde duas fontes, Aganipe e Hipocrene, tinham a virtude de conferir inspiração poética a quem bebesse suas águas. Ao lado das fontes, faziam gracioso movimentos de uma dança, com seus pés incansáveis, enquanto exibiam a harmonia de suas vozes cristalinas.

Na mitologia grega, as musas (em grego Μοσαι) eram, segundo os escritores mais antigos, as deusas inspiradoras da música e, segundo as noções posteriores, divindades que presidiam os diferentes tipos de poesia, assim como as artes e as ciências. Originalmente foram consideradas Ninfas inspiradoras das fontes, próximas das quais eram adoradas, e levaram nomes diferentes em distintos lugares, até que a adoração tracio-beócia das nove musas se estendeu desde Beócia ao resto das regiões da Grécia e ao final permaneceria geralmente estabelecida.

Ainda que na mitologia romana terminaram sendo identificadas com as Camenas, Ninfas inspiradoras das fontes, na realidade pouco tinham a ver com elas.
Atena e as Musas

A genealogia das musas não é a mesma em todas as fontes. A noção mais comum é que eram filhas de Zeus, rei dos Olímpicos, e Mnemôsine, deusa da memória, e que nasceram em Pieria na Trácia, ao pé do monte Olimpo, pelo qual às vezes lhes chamavam Olímpicas, mas alguns autores como Alcmán, Mimnermos e Praxila as consideravam mais primordiais, filhas de Urano e Gaia. Pausânias explica que havia duas gerações de musas, sendo as primeiras e mais antigas filhas de Uranos e Gaia e as segundas de Zeus e Mnemôsine. Eram belas e sempre conseguiam o que elas queriam. Outras versões afirmavam que eram filhas: de Apolo e Lonis; Zeus e Plusia; Zeus e Atena; Urano e Gaia; De Píeros e uma ninfa pimpleia ao qual Cicerón chama Antíope (pelo qual às vezes lhes chamam Piérides, Pimpleias ou Pimpleídes); ou ainda de  Zeus e Mnemôsine ou Mnemea de onde são chamadas Mnemonídes. 

Considerava-se Eufeme a ama-de-leite das musas e ao pé do monte Helicón sua estátua aparecia junto à de Linos.

Quanto ao número de Musas, sabe-se que a príncipio não eram nove, como conhecemos atualmente, Pausânias nos diz que originalmente se adoravam a três musas no monte Helicón, na Beócia: Meletea (Meditação), Mnemea (Memória) e Aedea (canto ou voz).

Dizia-se que seu culto e nomes haviam sido introduzidos pela primeira vez pelos Aloádes: Efialtes e Otos. Juntas formavam o retrato completo das pré-condições para a arte poética nas práticas religiosas. Também se reconheciam a três em Sición, onde uma delas levava o nome de Polimatía, e em Delfos, onde seus nomes eram idênticos aos das três cordas da lira, ou seja, Nete, Mese e Hípate, ou Cefisos, Apolonis e Boristenis, que eram os nomes que as caracterizavam como filhas de Apolo.

Como filhas de Zeus e Plusia se acham menções a cinco musas: Meletea (meditação), Menme (recordar), Telxíone (tocar), Aedea (Canto)e Arkhe (glória).

Algumas fontes, na qual por sua vez são consideradas filhas de Píeros, mencionam sete musas chamadas Piérides: Neilos, Tritone, Asopos, Heptapora, Aquelois, Tipoplos e Rhodia, e por último outras mencionam oito, que também se diz que era o número reconhecido em Atenas.

Finalmente, consolidou-se em toda a Grécia o número de nove musas. Homero menciona algumas vezes uma musa e outras vezes várias musas, mas somente uma vez a Odisseia cita que eram nove. No entanto, não menciona nenhum de seus nomes. Hesíodo, na Teogonia, é o primeiro que dá os nomes das nove, que a partir de então passaram a ser reconhecidas. Plutarco afirma que em alguns lugares as nove eram chamadas pelo nome comum de Mneae ("recordações").

São essas as nove ninfas enfim reconhecidas por toda a Grécia:

Calíope, A de Bela Voz
Calíope ( Bela Voz) a primeira entre as irmãs, era a musa da eloqüência. Seus símbolos eram a tabuleta e o buril. É representada sob a aparência de uma jovem de ar majestoso, a fronte cingida de uma coroa de ouro. Está ornada de grinaldas, com uma mão empunha uma trombeta e com a outra, um poema épico. Foi amada por Apolo, com quem teve dois filhos: Himeneu e Iálemo. E também por Eagro, que desposou e de quem teve Orfeu, o célebre cantor da Trácia.


Clio, a que confere Fama

Clio ou Kleio (A Proclamadora, a que confere fama)  era a musa da História, sendo símbolos seus o clarim heróico e a clepsidra. Costumava ser representada sob o aspecto de uma jovem coroada de louros, tendo na mão direita uma trombeta e na esquerda um livro intitulado "Tucídide". Aos seus atributos acrescentam-se ainda o globo terrestre sobre o qual ela descansa, e o tempo que se vê ao seu lado, para mostrar que a história alcança todos os lugares e todas as épocas.


Erato, A Amável

Erato (Amável, a que dá júbilo) era a musa da poesia lírica e tinha por símbolo a flauta, sua invenção. Ela é uma jovem, que aparece coroada de flores, tocando o instrumento de sua invenção. Ao seu lado estão papéis de música, oboés e outros instrumentos. Por estes atributos, os gregos quiseram exprimir o quanto as letras encantam àqueles que as cultivam.Euterpe ( A Doadora de prazeres) responsável pela Música, seu símbolo era a flauta




Melpômene (A Poetisa, a cantora de versos) era a musa da tragédia; usava máscara trágica e folhas de videira. Empunhava a maça de Hércules e era oposto de Tália. O seu aspecto é grave e sério, sempre está ricamente vestida e calçada com coturnos.






Polímnia, A de Muitos Hinos



Polimnia (A de Muitos Hinos) responsável era a musa dos hinos sagrados e da narração de histórias. Costuma ser apresentada em atitude pensativa, com um véu, vestida de branco, em uma atitude de meditação, com o dedo na boca.






Talia, A Festiva


Tália (a festiva, A que faz brotar flores)  era a musa da comédia que vestia uma máscara cômica e portava ramos de hera. É mostrada por vezes portando também um cajado de pastor, coroada de hera, calçada de borzeguins e com uma máscara na mão. Muitas de suas estátuas têm um clarim ou porta-voz, instrumentos que serviam para sustentar a voz dos autores na comédia antiga.




Terpsícore, A Rodopiante


Terpsícore (A rodopiante) era a musa da dança. Também regia o canto coral e portava a cítara ou lira. Apresenta-se coroada de grinaldas, tocando uma lira, ao som da qual dirige a cadência dos seus passos. Alguns autores fazem-na mãe das Sereias.






Urânia, A Celestial


Urânia (A celestial) era a musa da astronomia, tendo por símbolos um globo celeste e um compasso. Representam-na com um vestido azul-celeste, coroada de estrelas e com ambas as mãos segurando um globo que ela parece medir, ou então tendo ao seu lado uma esfera pousada uma tripeça e muitos instrumentos de matemática. Urânia era a entidade a que os astrônomos/astrólogos pediam inspiração.


Euterpe, Aquela que Doa Prazeres






Euterpe ( A Doadora de prazeres) era a musa do verso erótico. É uma jovem ninfa coroada de mirto e rosas. Com a mão direita segura uma lira e com a esquerda um arco. Ao seu lado está um pequeno Amor que beija-lhe os pés.








 Nos poemas homéricos considera-se as musas deusas da música e da poesia que vivem no monte Olimpo. Ali cantam alegres canções nas reuniões dos deuses, e no funeral de Pátroclo cantaram lamentos. Da estreita relação existente na Grécia entre a música, a poesia e a dança pode também inferir-se que uma das ocupações das musas era o baile. Como lhes adoravam no monte Helicón eram naturalmente associadas com Dioniso e a poesia dramática, e por isto eram descritas como suas acompanhantes, companheiras de jogo ou amas-de-leite.

O poder que lhes atribuem com mais freqüência é o de trazer a mente do poeta mortal os sucedidos que há de relatar, assim como outorgar-lhe o dom do canto e dar-lhe elegância ao que recitar. Não há razão para duvidar de que os poetas mais antigos eram sinceros em sua invocação às musas e que realmente se crêem inspirados por elas, mas em épocas posteriores, igualmente na atualidade, tal invocação é uma mera imitação. Ao ser deusas do canto, estão naturalmente relacionadas com Apolo, o deus da lira, que também instruía aos bardos e era mencionado junto a elas incluso por Homero. Em épocas posteriores, Apolo é muito situado em uma estreita relação com elas, pois lhe descrevem como chefe do coro das musas com o nome de Apolos Musagetes (Μουσαγέτης).

Outra característica das Musas é seu poder profético, que lhes pertence em parte porque eram consideradas como ninfas inspiradoras e em parte por sua relação com Apolo, o deus profético de Delfos. Daí que instruíram, por exemplo, a Aristeu na arte da profecia. Como os poetas e os bardos obtinham seu poder das musas, e ainda que a idéia mais geral é de que, como as demais Ninfas, eram divindades virginais, alguns eram com freqüência chamados seus discípulos ou filhos:
Linos, representado em cerâmica


Linos é chamado filho de Anfímaros e Urânia, ou de Apolo e Calíope, ou de Terpsícore.

Jacintos, filho de Píeros e Clíos.

Orfeus, de Calíope ou Clíos.

Tamiris, de Eratos.


Ainda que as musas não tenham ciclo legendário próprio, lhes atribuem alguns mitos menores:

Apolo e Mársias

Mársias era um pastor frígio (em outras versões, um sátiro que desafiou Apolo a um concurso de música. Havia encontrado um aulos (Instrumento de sopro semelhante à flauta) inventado por Atena que esta havia jogado porque lhe fazia inchar suas bochechas. Apolo tocou sua lira e Mársias esta flauta, e ambos o fizeram tão bem que nem as musas puderam decretar um vencedor. Então Apolo desafiou a Mársias a tocar o instrumento ao contrário: ele girou sua lira e tocou, mas o aulos não podia ser tocado ao contrário. Então as musas declararam vencedor a Apolo. Apolo, para castigar a Mársias por sua soberba e audácia ao desafiar a um deus, lhe atou a uma árvore e o esfolou vivo, dando seu sangue origem ao rio Mársias (em outras versões, os sátiros e as dríades lhe choraram tanto que foram suas lágrimas as que geraram o rio).

As Piérides (No canto esquerdo)

As piérides eram sete donzelas filhas do rei Píeros de Pieria, na Trácia, muito hábeis na arte do canto que, orgulhosas de seu talento, desafiaram as musas. As ninfas do Parnasos foram nomeadas como juízas, e como era de esperar falaram a favor das musas. Estas castigaram as piérides transformando-as em urracas, mudando assim suas vozes em grasnidos.

Orfeu e Eurídice

Após ser assassinado pelas mênades, servas de Dioniso, as musas recolheram os destroços do cadáver de Orfeu, filho de Calíope, e os enterraram ao pé do sagrado monte Olimpo, onde diz-se desde então que os rouxinóis cantam com mais doçura que em nenhum outro lugar.

Adicionar legenda

As sereias, filhas de Calíope ou Terpsícore com o rio Aqueloos, igualmente se atreveram a competir com elas, foram privadas das plumas de suas asas, que as próprias musas puseram como adorno.

As musas são entidades dóceis porém vingativas... Melhor tomar cuidado com elas... O.O

 Espero que tenham gostado ^^


Um grande abraço do amigo

                                          Raphael Convoitise




(Fonte: http://eventosmitologiagrega.blogspot.com e Revista Esfinge N° 19, Pág, 12 - 19)

sábado, 21 de janeiro de 2012

Baba Yaga - A Senhora da Morte

BABA YAGA - A Senhora da Morte




Deusa selvagem eslava do nascimento e da morte, que viaja por aí montada num almofariz,tendo um pilão como leme. 
Tinha uma vassoura que era para apagar seus rastros, evitando ser encontrada. 

Seus modos são impetuosos e selvagens, profundos e penetrantes, e podem ser interpretados como trituradores do que era exterior. A casa de Baba Yaga apóia-se em pés de galinha enormes e fica dançando e ajudam a viajar por outras florestas. A origem dessas "pernas de galinha" é de fácil dedução: muitos caçadores siberianos mantinham suas casas erguidas em bases de tronco, assim poderiam evitar a invasão de animais perigosos. Construções similares, mas menores, foram usadas por Siberianos pagãos para segurar figuras de seus deuses. Recordando o falecido matriarcado entre os povos da Sibéria, uma imagem comum de uma boneca de osso esculpido em trapos em uma pequena cabana no topo de um toco de árvore se encaixa uma descrição comum de Baba Yaga, que mal cabe sua cabine: as pernas ficam em um canto, a cabeça em outro, e seu nariz é colocado no teto. 

Há indícios de que os eslavos antigos tinham uma tradição funeral de cremação em cabanas deste tipo. Em 1948, arqueólogos russos Yefimenko e Tretyakov descoberto semelhante pequenas cabanas com traços de cremação de cadáveres e cercas circular ao redor deles;. Isto pode ser uma conexão com o mito Baba Yaga, a senhora da Morte.



 A casa de Baba Yaga era conectada com três cavaleiros distintos: o primeiro, branco, cavalgando um cavalo branco, se chamava Dia; o segundo, vermelho, com um cavalo vermelho, se chamava Sol; e por fim o terceiro, negro, também com sua montaria negra, chamado Noite. Fora eles, a casa possuía servos invisíveis. Algumas lendas dizem que para adentrar a casa era necessária uma frase mágica, que acredita-se ser: “Vire as costas para floresta e tua frente para mim.”

 Seu tempo de morte era o outono, pois era a energia vital presente no grão colhido. Na Rússia, essa deusa foi transformada numa feiticeira que vivia no âmago da floresta e comia crianças.
Era uma bruxa bem velha, com nariz de gancho, muita magra a ponto de seus ossos serem salientes, olhos chamuscados como carvão em brasa e com cabelos de cardo saindo do seu crânio.

Baba Yaga, era considerada uma deusa perigosa, pois muitas vezes aparecia como uma pessoa cruel, mas outras como uma pessoa boa que veio para auxiliar. Assumindo sua forma má, ela tinha o costume de caçar homens de personalidade ruim. Esses eram levados mortos para sua casa e lá eram revividos por ela para serem devorados! Seus ossos eram utilizados como vedação externa para sua casa e seus dentes eram usados na fechadura da porta. No panteão eslavo era tratada como deusa da Morte e tinha como lado masculino a criatura Koshchei, O Sem Morte. Baba Yaga não é portadora de uma lenda única, pois aparece em várias histórias.

Uma delas é a lenda russa que se segue. Espero que gostem:


Baba Yaga e Lubachka



Havia um homem cuja mulher morrera e deixara uma pequena filha chamada Lubachka. O pai de Lubachka amava-a ternamente, mas, como era mercador, ele freqüentemente viajava para longe. Em uma dessas viagens, ele encontrou uma bela mulher e casou-se com ela, esperando que ela se tornasse uma segunda mãe para a menina.

A nova mulher era gentil com a menina quando o pai estava por perto, mas secretamente a odiava, e a maltratava quando ele estava viajando. Finalmente, decidiu livrar-se de Lubachka de uma vez por todas. Ela ordenou que a menina fosse até a floresta para visitar a irmã da madrasta, para pedir emprestada uma agulha especial que usaria para costurar uma camisa para a pequena.

Isso pareceu suspeito a Lubachka, então ela concordou em ir, mas primeiro foi visitar sua tia, irmã de sua mãe morta. Sua tia disse à garota que ela estava indo visitar a Baba Yaga, uma horrível bruxa que comia crianças. Como havia prometido ir, ela devia ir, mas sua tia daria tudo que ela precisaria para sobrevirer. Assim dizendo, deu a sua sobrinha uma fita vermelha, uma garrafa de óleo de girassol, uma fatia de pão fresco e um pedaço de presunto. Então Lubachka continou seu caminho.

Finalmente, ela chegou à casa da Baba Yaga, uma isbá que dançava no alto de duas pernas de galinha gigantes. Em torno da casa, havia uma cerca de ossos humanos, e no alto de cada uma havia uma caveira. Lubachka se aproximou da casa, que parou de dançar para deixá-la entrar. Do lado de dentro, ela encontrou a velha feiticeira trabalhando num tear, e era tão terrível quanto sua tia dissera.

Lubachka disse à feiticeira por que fora a sua casa, e Baba Yaga sorrira, mostrando seus dentes de ferro, e disse que ia buscar a agulha. Um grande gato sentou-se na frente da menina mantendo um olho nela, e, enquanto isso, Baba Yaga mandou sua criada preparar um banho para Lubachka, para que ela estivesse bonita e limpa quando a bruxa decidisse comê-la. Ouvindo isso, Lubachka percebeu que teria de agir rápido. Ela subornou a criada, para que jogasse fora o fogo sob a água, dando a ela um lenço. Subornando o gato com o presunto dado por sua tia, Lubachka descobriu que o pente e o cobertor da bruxa eram mágicos e poderiam ajudá-la a fugir. Apoderando-se deles, ela escapou da isbá, e quando os cães que estavam no pátio saíram atrás dela, Lubachka atirou-lhes o pão fresco, e eles a deixaram passar. Quando alcançou o portão, ele começou a fechar-se, mas a menina pôs óleo em suas dobradiças, e ele abriu-se de novo. Finalmente, as bétulas do portão tentaram agarrá-la com seus galhos, mas Lubachka usou a fita de sua tia para amarrá-las uma na outra.

Quando a Baba Yaga voltou para ver a garota, percebeu que ela havia fugido. Ela acusou o gato de traí-la, mas o gato respondeu que, em todos os anos em que vivera com a bruxa, ela nunca dera a ele mais que um osso, enquanto Lubachka dera-lhe um pedaço de presunto. Baba Yaga correu pelo pátio e viu os cães comendo o pão contentes, e começou a repreendê-los, mas eles responderam o mesmo que o gato. O mesmo aconteceu com o portão, as bétulas e a criada. Baba Yaga apenas ralhava ou abusava deles, mas Lubachka dera-lhes presentes, por isso eles a deixaram passar.

Baba Yaga começou a caçar a garota, mas Lubachka atirou o cobertor, e ele se tornou um largo rio que a feiticeira não podia cruzar. A bruxa voltou com seus bois, que beberam o rio até que ficasse seco, e então ela recomeçou a caçada. Dessa vez, Lubachka atirou o pente, que se tornou uma floresta densa, tão densa que os dentes de ferro da Baba Yaga não podiam mastigá-la. Derrotada, a bruxa voltou para casa.

Quando a menina chegou em casa, percebeu que seu pai havia retornado para casa e estava sentado para o jantar. Freneticamente, Lubachka contou a ele tudo que acontecera, e seu pai ficou furioso. Ele perseguiu sua mulher até a floresta, onde os lobos a morderam até ficar em frangalhos. Então ele e Lubachka viveram felizes para sempre.


Espero que tenham gostado!!! Que Baba Yaga esteja com vocês!!! (Só espero que ela não resolva devorá-los...)


Um Grande Abraço de seu Amigo


                                              Raphael Convoitise






sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

A Divinação por meio do Fogo



Hoje, dia 20 de Janeiro, é o dia da divinação por meio do fogo.

Ainda aproveitando a pausa que dei nos posts sobre o caminho das almas (por motivos muito pessoais, que espero que o leitor entenda) resolvi postar sobre este meio divinatório, muito antigo e que, para perguntas mais simples de serem respondidas, é muito eficaz. Como eu já disse anteriormente, os oráculos podem nos ajudar a entender alguns laços que nos unem a outras pessoas, cabe lembrar ainda, um conselho que também em posts anteriores já foi mencionado, é o de não se prender na curiosidade em saber quem ou o que você foi na vida passada. Há um bom motivo para não nos lembrarmos, certo? Pois bem, ai vai. [A fonte deste post está ao fim do mesmo (não quero ser pego pela S.O.P.A =P)]

Mantika é como chamamos, por vias de regra, toda forma de oráculo, e mantikoi a pessoa especializada nesse instrumento.


 Na antiga Grécia esse era um dos momentos de maior importância, pois, segundo Platão, era no sacrifício e nos jogos de advinhação que os deuses estavam mais próximos e íntimos dos homens. Os mais diversos tipos de advinhação e oráculos eram utilizados na Antiga Héllas, desde os mais institucionalizados, como Delfos, Dídima e Éfira, aqui três tipos bem distintos, até aqueles mais simples e objetivos, como o oráculo de seixos de Hermes, o alfabético de Apolo, os sonhos, as juntas de ossos...

Podemos traçar uma linha geral de como esses rituais ocorria.
Em geral, os mais institucionalizados exigiam rituais de purificação, que poderiam ser desde os banhos de mar, khernips ou  outros meios; isto era seguido por um sacrifício ou oferta, e logo depois o consulente apresenta-se com uma prece pedindo aos deuses que lhe permitam ver aquilo que a moirá planeja.

 É sempre bom lembrar que os oráculos são fatídicos, eles mostram as possibilidades para que algo acontece, vez por outra determinam o que pode acontecer, mas isso é sempre o desfecho de um ciclo de ações. Sempre é possível, através da postura adequada, refazer a situação descrita, mesmo porque se observarmos com cuidado, apesar de não serem os mais famosos, a maioria dos instrumentos mantikos era de aconselhamento e não de previsão propriamente.

Nos ritos de Eleusis, uma cerimônia muito importante das celebrações era a leitura da sorte na chama da tocha. As indicações que seguem abaixo são uma releitura a respeito do que sabemos sobre essa técnica.

* Antes de começar, a purificação é sempre exigida. Não é de bom tom apresentar-se aos Deuses sujo. Em caso de uma consulta rápida, o simples lavar das mãos, rosto e pés pode resolver. Mas, se possível o ritual completo é o mais indicado sempre, seja qual rito for.

* Prepare o material a ser utilizado. No caso do fogo, o ideal é um local fechado e com pouca iluminação. Caso a fonte de fogo utilizada seja maior, como fogueira ou braseiros, locais abertos. O fogo deve ser livre de máculas. Sendo assim, use uma vela virgem e pura, da cor relacionada com a deidade, ou se for fogueira, uma madeira de lei, e  nas brasas carvão legal. Era costume temperar o fogo com ervas, a fim de chamar a atenção dos deuses com o perfume das fumaças. Assim, você pode colocar as mais diversas ervas, porém é importante observar para que haja uma relação de coerência entre aquilo que se vai colocar no fogo e o Deus em questão. Você pode colocar açafrão para Ártemis, louro para Apolo, murta para Afrodite, folhas de hera para Dioniso, figo para Hera e carvalho para Zeus...  Também é importante zelar pela limpeza e adequação do local. Prepare o altar com ofertas e líquidos, além das imagens.

Quando começar o ritual, faça primeiro as ofertas, libações e sacrifícios, sempre acompanhados de hinos e preces. A etiqueta ritual preza pela honra daquele que está pedindo, sendo assim, não é elegante pedir alguma coisa, por mais que seja um conselho, sem ofertar nada em troca. E caso não tenha nada preparado para ofertar no momento, prometa retribuir assim que possível, e evidentemente cumpra com suas promessas.

A divinação pelo fogo é feita através dos sinais. Faça uma invocação das divindades que lhe servirão de guia. Em geral, todos os Deuses têm oráculos relacionados a si, alguns são mais desenvolvidos, como Dioniso, Apollon, Hermes e diversos Heróis, outros mais recatados. As linhas dadas aqui sugerem um ritual onde o fogo é recomendado pelas Duas Deusas (Deméter e Perséphone). O primeiro passo após o que foi dito acima é o chamado. Diga algo do tipo:

“Oh Deméter, sempre verde, a distribuir dádivas entre os homens
Assim como nos palácios de Eleusis concebias planos
De grandeza absoluta, possas Tu, Senhora, me ser favorável
E pelos olhos de Hélio que tudo vê e te indicas a direção adequada
Para chegar à Tua filha, a sempre jovem Koré,
Me mostre aquilo que é possível sobre (aqui você insere de forma objetiva a questão)"
Os sinais do fogo são bem nítidos quando o local é fechado.
A chama baixa sugere uma resposta negativa, a chama elevada uma positividade. A chama inerte uma posição que deve ser repensada e o extinção da chama um mau presságio para a situação.
Uma coisa importante e que deve ser observada é manter um distanciamento pessoal entre você e a situação, afim de que suas intenções não intervenham na questão. É por isso que muitas vezes se aconselha que não se faça auto-consultas em determinados tipos de oráculos.


Achei desnecessário falar isso mas aqui vai um lembrete: Abra e feche os círculo ao fazer este ritual divinatório, em especial se este for feito fora de casa...para evitar intrusos astrais.


Um grande abraço, 
                                        Raphael Convoitise 



quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Uma Lenda Chinesa


Você já parou para pensar por que se usa a aliança no quarto dedo?

Faço uma breve pausa na sucessão de posts relacionados aos Elos das Almas, para trazer uma belíssima Lenda Chinesa sobre o porquê de usarmos a aliança no anelar.

Esta lenda consegue explicar o porque de fazermos isso de uma maneira bonita e muito, mas muito convincente mesmo!

Segundo a lenda, os polegares representam os pais; os indicadores representam teus irmãos e amigos; o dedo médio representa você mesmo; o dedo anelar (quarto dedo) representa o seu cônjuge e o dedo mindinho representa seus filhos.

Agora junte suas mãos palma com palma, depois, una os dedos médios de forma que fiquem apontando a você mesmo, como na imagem a seguir.
Feito isso tente separar seus polegares de forma paralela (que representam seus pais) e você vai notar que eles se separam porque seus pais não estão destinados a viver contigo até o dia de sua morte. Una os dedos novamente.


Agora tente separar igualmente os dedos indicadores (que representam seus irmãos e amigos) e você vai notar que também se separam porque eles se vão e tem destinos diferentes como se casar e ter filhos.

Tente agora separar da mesma forma os dedos mindinhos (que representam seus filhos) e estes também se abrem porque seus filhos crescem e quando já não precisam mais de nós se vão. Una os dedos novamente.

Finalmente, tente separar seus dedos anelares (o quarto dedo que representa seu cônjuge) e você vai se surpreender ao ver que simplesmente não consegues separá-los.

Isto se deve ao fato de que um casal está destinado a estar unido até o último dia da sua vida e é por isso, segundo a lenda chinesa, que o anel se usa neste dedo.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Pares Imperfeitos...Amores Perfeitos

PaReS IMPErFeiTos...
                                         ...Amores Perfeitos




Uma coisa que tenho observado é que, os Humanos, passam a vida inteira procurando o par perfeito. A maioria deles vive com a sensação de que o par ideal não está disponível para ela. Bem, se o ‘par ideal’ não está disponível...deve ser porque ele não é o ideal.

Todos os Humanos tendem a querer viver um conto de fadas com um grande romance, desses que fazem até o coração mais duro, se desmanchar em lágrimas. Todo o Humano, sem exceção alguma, quer ser amado. O problema é que há muitas formas de amor, mas deixam de olhar as demais formas para se prender única e exclusivamente ao amor romântico idealizado, tendendo a ver este amor, mesmo onde outro tipo de amor existe. Nos anos 70, os Hippies cultivaram e lançaram ao mundo a idéia do amor livre, onde ninguém era de ninguém e todos viviam juntos numa comunidade livre de preconceitos. Não funcionou. O mundo não estava pronto para esta nova forma de amar, especialmente quando tanta gente da época vivia sob o efeito de LSD e demais artifícios empregados pelos humanos com fins recreativos ou para alterar estados de consciência, métodos degradantes do corpo e portanto pouco saudáveis, diga-se de passagem.

Como o amor livre não funcionou, o melhor caminho foi retornar ao amor monogâmico ao qual a sociedade já estava acostumada. Assim, todos passam a esperar pelo príncipe ou princesa encantados, inspirados nos contos que ouviram desde que nasceram, pelos desenhos animados exibidos nos canais de maior popularidade fazendo com que os Humanos cresçam com a esperança de um relacionamento mágico e perfeito, no qual a pessoa ideal aparecerá e dará um significado especial a suas vidas.
Bem, se a sua existência, se sua vida, não tem significado agora, não vai ter quando esta pessoa surgir, sendo ela especial ou não. O que aprenderam até hoje, pode estar errado. Pense nisso. Não se deve esperar encontrar alguém, para ser feliz. Deve-se ser feliz para encontrar alguém. Já não me admiro, no decorrer de todos estes anos,ao ver pessoas infelizes por solidão. Inclusive pessoas que eu conheço muito bem. Todos estão esperando alguém surgir em suas vidas para ser feliz, condicionando sempre a felicidade a algo que simplesmente não depende deles próprios.

Quando digo que não depende dos Humanos, voltamos a teoria da alma eterna e errante, que há séculos andam por aí, de vida em vida, de país em país, de amor em amor, aprendendo a cada encarnação a ser uma alma evoluída. Toda essa bagagem que nos trazem Karma e Dharma, dívidas e créditos. Aqueles que não aprenderam a amar em outras experiências, que foram preconceituosos, duros demais com o outro, os que não deram valor ao amor que receberam, voltam para aprender justamente essa dura lição. E aí vemos o Kharma, o débito. Pessoas com imensa dificuldade para amar ou para serem amadas. Que quando aprenderem a amar de verdade, sofrerão por não ser correspondidos ou se forem perderão a pessoa amada muito rápido. Lembra-se da lenda do Kharma indiano que usei em um post anterior? Pois é...

Quando digo que não depende dos Humanos achar a pessoa certa, não estou falando uma verdade total. É meia verdade. Não depende totalmente porque quem Traçou o plano sabe a hora exata para que cada um encontre determinado tipo de amor, a hora em que estejam realmente preparados. A Mãe, sabe o momento oportuno para dar algo ao filho, sabe que antes de ele ser completado com alguma parte que lhe falta, primeiro terá de aprender algumas lições.

Assim como alunos afobados, os Humanos tendem a querer pular para a próxima aula, para a próxima lição, sem estarem preparados. O resultado, como podemos observar, é frustração, solidão, depressão e alguns quilos a mais ganhos por compensação. Quando trabalhamos com Magia, aceitamos o papel de parceiros de entidades de níveis superiores. Fazemos ‘sociedades’ com Deuses, Anjos, Espíritos Evoluídos, Reis e Rainhas do reino Elemental e, como todos devem saber, sem confiança não há sociedade que dê certo. Ou você confia ou arruma outros sócios. Nos Caminhos Mágicos da Mãe não lutamos para dominar a natureza ou as energias que circulam no mundo. Nós trabalhamos com ela, aceitamos seu ritmo, buscamos compreender seus ciclos e confiamos na sabedoria dos ‘sócios’ com quem trabalhamos. Antes de sair correndo para fazer um feitiço para amor, respire fundo. Se um amor fosse realmente sua maior necessidade no momento, ele não surgiria espontaneamente? Onde está a confiança nos planos superiores?

Um grande erro de Humanos desesperados é recorrer a feitiços de amarração, por exemplo. Tais feitiços fazem mal a ambas as almas, interferindo e prejudicando o processo evolutivo dos indivíduos em questão. Talvez o caminho dos dois não devesse cruzar desta forma, quando interferimos nas linhas da evolução, podemos perder séculos de avanços na escala evolutiva.

Quando se aprende que não se escolhe as lições a aprender e aceita-se o ritmo da vida e do mundo, as coisas começam a naturalmente entrar nos eixos. A natureza é sábia e sempre tende ao equilíbrio. Quando você observa isso, descobre que pode se divertir muito nas lições que tem a aprender agora e pode exercitar sua capacidade de amar em vários níveis. De repente você se percebe amando em um nível tão elevado e ao mesmo tempo tão profundo que jamais imaginou que seria capaz. E, quando menos se espera surge alguém. Não um alguém qualquer, mas Alguém.

Tudo isso acontece por uma questão muito simples: Semelhante atrai semelhante. Nos caminhos da magia essa ‘regra’ básica é muito observada. Se você tem um amor egoísta, imaturo e despreparado, vai atrair alguém com essa mesma vibração. Andei reparando, e o leitor também deve reparar, que há pessoas que trocam de par em seus relacionamentos e quase não percebemos, porque sempre trocam por pessoas iguais. Mesmo pessoas que sofreram violência em um relacionamento anterior parecem sempre procurar um espancador ou abusador em potencial como parceiro. A energia delas é que atrai este tipo de pessoas. Enquanto a energia delas não for modificada, não conseguirão atrair nada de diferente.

Mas eis que ainda existe a sabedoria milenar da natureza e da magia que age em parceria com ela e que, todos os povos antigos já conheciam e usavam. Com a magia naturalmente harmônica aprende-se a equilibrar e a trabalhar a energia e, de bônus, aprendemos uma série de coisas a respeito de nós mesmos, sobre os outros e o mundo, já que magia consiste olhar para dentro de si e o mundo que nos rodeia como um aprendizado constante. Nossa energia muda, nossa vibração muda e passamos a atrair pessoas e seres, tanto visíveis quanto invisíveis, de uma vibração diferente.

O leitor deve se lembrar de quando era criança, certo? Quantos amigos (de verdade, daqueles com que se fala todas as semanas e troca confidências) você guarda daquela época? Pouquíssimos, quiçá nenhum, acertei? Por quê? Porque a vida mudou? Pode ser, mas a principal razão foi porque vocês mudaram. Quando crianças, bastava gostar de Coca-Cola, Barbies ou futebol para se tornar melhores amigos. De acordo com que vamos crescendo, vamos mudando de interesse e trilhamos nosso próprio caminho, o que muda nossa energia. Passamos, portanto, a atrair outro tipo de pessoas.

Agora vamos dar uma olhada na outra metade da verdade ( eu disse que era uma meia verdade o fato de não depender de nós o ‘encontrar a pessoa perfeita’, lembra?). Não depende de nós escolher as lições que vamos aprender, mas depende de nós de vamos ou não aprender. Quando nos rebelamos contra o destino e o forçamos a seguir na direção que queremos (algumas vezes usando a magia para isso), estamos assumindo que não confiamos na sabedoria dos Deuses e nossos mestres e guias  e que nós, apenas nós, sabemos o que é melhor para nossa vida. Aí quebramos a cara. É o preço da arrogância, do egoísmo e prepotência. Conhecer a pessoa certa não é coisa do destino propriamente dita, mas fruto de merecimento. Às vezes esbarramos com ela e a deixamos ir, porque não está na hora certa, ou porque insistimos em aprender outra lição.

Acho que a cultura Humana supervaloriza o amor romântico. Eu sei por que sonhei e sofri nessa busca pelo amor perfeito, pude provar deste sentimento, desta necessidade comum a todo Ser Humano, até que percebi que não adiantava buscar e parei de procurar a pessoa ideal. Justo quando parei, foi que o grande Amor de minha vida surgiu, creio que foi quando aprendi a respeitar o tempo de cada coisa, que finalmente estive pronto para conhecer a pessoa que desperta e aviva a minha felicidade interior. Cabe lembrar, porém, que o Amor Romântico, não é a única forma de amor. Há uma gama de outras formas de amar e não podemos dizer  que uma é mais importante que a outra, pois não é. Todas as formas de amar são válidas, pois são a chama que torna nossa alma forte. O amor pela carreira, por um projeto, por amigos, por animais, pela humanidade (este ao meu ver é o mais difícil), pela família ou por uma causa boa tem o poder de provocar mudanças incríveis. Então, por que buscamos incansavelmente por nossa ‘cara metade’, nossa Alma gêmea?

Talvez por que esse tipo de amor seja mesmo supervalorizado, ou porque talvez a maioria das pessoas pense que é o único tipo de amor verdadeiro. Ou pode ser que as pessoas acreditem que apenas esse amor vá extrair o melhor delas e torná-las completas novamente.

 Isso nos remete a questão da Alma Gêmea, da qual todos em todas as épocas muito se fala. O que afinal é a Alma Gêmea? Todos Humanos tem? Então porque há tanta gente só no mundo? Há algum tempo eu estudei muito sobre o Amor e a Alma Gêmea e descobri coisas interessantes que o Leitor pode querer saber com mais detalhes, por isso vou dedicar o próximo post  a questão da Alma Gêmea, para não tornar o presente em demasiado exaustivo.

Então, prepare seu coração, ouça uma música bem bonita por hora, olhe para o céu, a natureza a sua volta, reflita um pouco e respire bem fundo. É um tema bem interessante e exige um pouco de paz no espírito pra ser melhor assimilado. No próximo Post conseguiremos entender um pouquinho mais sobre a tão complexa e emaranhada rede de Almas e a relação das Almas gêmeas.

Um enorme abraço

                           Raphael Convoitise

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